A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 16/03/2020

Com o avanço da tecnologia proporcionado pela Terceira Revolução Industrial, na segunda metade do século XX, os meios de propagação de informações aumentaram e, simultaneamente, a quantidade de dados também. No entanto, há neste momento, um “bombardeio” de conteúdos  informativos que acabam fomentando o contrário do proposto: a desinformação. Levando assim, as pessoas a terem menos tempo para refletir sobre determinado assunto exposto, seja em redes sociais ou sites.

No Brasil, segundo pesquisa feita pelo IBGE, mais de 126 milhões de pessoas possuíam acesso a Internet em 2017, ou seja, cerca de 70% da população recebia e enviava dados todos os dias por meio de redes sociais, que promove, em muitos casos, o compartilhamento de conteúdos desnecessários e/ou equivocados para a compreensão de determinado assunto, dificultando, assim, a reflexão do receptor ao deparar-se com uma grande quantidade de informação.

De acordo com a ideologia do professor italiano ,naturalizado brasileiro, Pierluigi Piazzi, o saber não é adquirido com grandes quantidades de conteúdos, mas sim pela qualidade do mesmo. Isto é, saber escolher suas fontes e aprender todo o assunto é essencial. Isso se aplica também às informações que vagueiam pela Internet, pois uma grande parte destes informativos deixam “pontas soltas”, fazendo com que o leitor reflita superficialmente sobre o tema em destaque.

Faz-se mister, ainda, salientar que há entraves para a consolidação de políticas que venham viabilizar melhoras no ambiente virtual. Sendo assim, as empresas de pesquisas e redes sociais responsáveis pela disseminação de dados, como Google e Facebook, podem investir em políticas e algoritmos que ajudem os usuários a filtrarem as melhores fontes e pesquisas para a melhor compreensão de determinadas temáticas. A partir dessas ações, espera-se promover um melhor ambiente virtual para os usuários.