A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 16/03/2020

É incontrovertível que após a terceira Revolução Industrial a tecnologia, com ênfase a internet, tornou-se indispensável. No entanto, a excessividade de seu uso propende a resultar em casos de transtornos psicológicos e relações fragilizadas, tornando-se problemáticas que devem ser revistas.

Primordialmente, a dependência tecnológica se faz presente principalmente em jovens, onde é possível destacar que um grande percentual apresenta sintomas de ansiedade e depressão, dessa forma, utilizam a internet como uma forma de distração, entretenimento e companhia, assim, buscando refúgio para evitarem pensamentos relacionados a solidão e demais problemas. Não obstante, a baixa autoestima também torna-se contribuinte para o agravamento da situação, tendo em vista que a autoimagem torna-se um fator determinante em uma sociedade na qual padrões estéticos são impostos e a busca pela aceitação e popularidade através das redes sociais se faz evidente.

Nesse contexto, relações têm sido afetadas. A falta de diálogos entre famílias e amigos tende a induzir negativamente a convivência, tornando-a frágil e contraproducente, influenciando a autoridade exercida pelos pais diante de comportamentos inadequados dos filhos causados em virtude da manipulação exercida pela internet.

Em vista dos fatos elencados, medidas são necessárias para resolver os impasses. Segundo o filósofo Immanuel Kant, é no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade. Dessa forma, o Ministério da Educação juntamente com as escolas e universidades deve propor medidas que visem reeducar os jovens quanto ao uso da internet. Além disso, os veículos de comunicação em parceria com o Ministério da Saúde deve incentivar a busca por tratamentos para os problemas psicológicos causados em virtude das conjunturas.