A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 15/03/2020

A Terceira revolução científica do século XX, introduziu de modo progressista a era informacional como ferramente de acesso para as civilizações inseridas sob tal conjuntura. Nesse segmento, as demais gerações se desenvolveria no panorama instantâneo da tecnologia, concretizando uma das psicopatologias mais banais ao intelecto social: a ausência do senso crítico para refletir. Em virtude dessa defasagem racional, a era tecnológica se mantém inerte ao papel de educar, logo, tornando-se uma anomia social, em que as consequências da manipulação não encontram barreiras para se instalar.

Convém ressaltar, a principio, que a influência demasiada de informações restringe a capacidade intelectual do individuo de se posicionar criticamente aos dados ofertados pela internet, haja vista, que o acesso continuo da plataforma se limita as chamadas “Redes sociais”, em quer a validade de noticiais não tem correlação com a verdade. Tal advento pode ser confirmado pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- em que se afirma que 80% do tempo ministrado na internet correspondo ao acesso a redes de entretenimento como o “Facebook”, e o “Instagram” por exemplo. Por conseguinte, a manipulação comportamental do cidadão mediante a criticidade dos fatos se desvincula das ideias da Constituição de 1988, em quer torna-se um direito jurisprudente, a liberdade de expressão. Logo, é evidente o perigo sistemático da era tecnológica para com a educação e o desenvolvimento social.

Outrossim, a anomalia social, descrita pelo sociólogo Durkheim, em que se cunha a desintegração das normas sociais, é fator determinante para o fenômeno explicitado, uma vez que, as leis estatais não buscam deturpar a problemática, mas sim utilizam dela para alienar de modo silencioso a população. Consequentemente, destaca-se o corrompimento da educação sociocultural que se demonstra agente de insuma importância para o progresso de uma civilização, que se perpetua pela capacidade autônoma de pensar e agir conforme os princípios constitucionais da isonomia. Assim, a internet, tampouco colabora para o progresso como é de feita de ferramenta para o retardo social, alienando uma grande massa de pessoas a consumir ideias, opiniões e fatos sem a autonomia da criticidade. Destarte, visões que procurem reformular tal panorama, torna-se iminente e necessário.

Surge, com isso, a latente necessidade do Estado de assumir a tarefa de inferir nas escolas palestras que busquem aguçar a senso crítico dos estudantes mediante ao cenário tecnológico. Tal palestras podem ser realizadas com profissionais que entendam as consequências de uma mente não pensante em frente ao eixo diversificado de informação. E, além disso, deve-se ser realizado o recrudescimento de leis estatais, afim de proteger o direito constituicional da liberdade de expressão.