A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 19/03/2020

A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Nesse novo mundo, pessoas se conectam em rede e se desconectam da vida real. Embora, os avanços no campo da comunicação tenha possibilitado a dispersão e a receptação de informação em larga escala através da internet, usuários dessa ferramenta parecem ir na contramão pois, apesar de todo esse desenvolvimento a capacidade reflexiva foi negligenciada, indivíduos pararam de ir em busca do conhecimento e esperam os algoritmos ditar aquilo que parece ser mais interessante. Nesse contexto, se configura um problema de contornos específicos, em virtude das redes sociais e da inexistência de uma educação digital. Convém ressaltar, a princípio, que as redes sociais é fator determinante para a permanência do problema. Tendo em vista que, todos viraram produtores de mídia e disseminadores de opiniões devido a grande interatividade e o acesso irrestrito às informações, do mesmo modo que as redes sociais serve de canal para a capilarização da informação ela também fragmenta os conteúdos visto pelos os usuários, transformando noticias completas em simples frases que são utilizadas como embasamento para construir erroneamente comentários sobre o ocorrido, comprometendo o pensamento reflexivo e critico dos leitores. Outro ponto relevante é a inexistência de uma educação digital. A internet modificou a maneira como as pessoas se comunicam, todavia, essa realidade confundiu os conceitos de pessoal e profissional, do público e do privado. Assim, como uma unidade comum curricular é preciso haver a alfabetização do mundo digital conscientizar o indivíduo sobre a utilização adequada da internet, com limites éticos e legais, pois se usada de modo correto a tecnologia torna-se uma facilitadora de atividade do cotidiano e contribuinte no desenvolvimento de um pensar crítico e reflexivo criando o mínimo de repertorio sócio-cultural para uma convivência sadia com o mundo ambivalente e pessoas diferentes.

É papel do estado garantir a liberdade por meio de rejeição a tentativas do aparelhamento da mídia e gerar incentivo ao espírito questionador nas escolas e nas universidades, por meio de debates e palestras voltadas ao enriquecimento do saber político.