A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 20/03/2020
A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Hoje em dia existe uma forma como a internet está mudando o jeito como nosso cérebro funciona. Com uma ajuda dela, não precisamos mais lembrar de compromissos, de endereços, de conta, de aniversários ou de nomes. Agora, estamos acostumados a lembrar onde encontramos informações, em vez de procurar esta informação em livros ou dialogando com outras pessoas.
Cada vez mais pesquisas são capazes de mostrar os números por trás desse fenômeno. Psicólogos fizeram uma pesquisa com dados e apontam que, coletivamente que, passamos 35 bilhões de horas na internet por mês, e que 61% dos internautas admitem estar viciados na internet.
Consumimos o triplo de informação em notebooks e smartphones do que há 50 anos atrás. E, como se isso já não fosse suficiente para mexer com o cérebro, não fazemos as coisas com calma: tudo acontece ao mesmo tempo. No trabalho, mudamos de janelas pelo menos a cada dois minutos, alternando entre e-mails, redes sociais, documentos, notícias.
Fazemos 50 perguntas como essa para o Google diariamente. Com isso, os especialistas consideram que o mecanismo está substituindo nossa memória. Na era pré-internet, ao precisarmos buscar informações, tínhamos todo um trabalho de pesquisa, líamos livros, jornais e revistas. Fazendo tudo isso o nosso cérebro lembrava dos resultados claramente depois que conseguíamos a resposta.
Com mais alguns anos a sociedade estará totalmente digitalizada. O grande receio é se a mesma estará pronta para lidar com essa mudança. O Mundo digital nos traz coisas magníficas e estaria muito mais atrativo e dinâmico se essa revolução digital fosse mais democrática e melhor assessorada.