A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 03/04/2020
É perceptível, atualmente, a importância da tecnologia e, como consequência, da internet por todo mundo. O computador eletrônico, por exemplo, é uma criação antiga (1946) e sua única função era calcular trajetórias balísticas de lançamento de mísseis somente para o exército dos Estados Unidos da América; 74 anos depois, milhões de pessoas possuem esse aparelho, o qual evoluiu e apresenta diversas funções, além da internet. Nesse sentido, é possível ver como o acesso às informações se tornou algo muito mais fácil, propiciando, também, o estudo a distância. Por outro lado, a facilidade em obter notícias, dados e outros pode prejudicar as pessoas ao impossibilitá-las de refletir.
Ao analisar o panorama do Brasil, é visível a grande desigualdade entre as pessoas e sua influência na vida dos estudantes; há aqueles que têm condições e acesso aos métodos de ensino presenciais e a outra parcela a qual não possui. Para resolver essa questão, existe o ensino a distância, que contém poucas aulas presenciais e sua maioria a distância, favorecendo o aprendizado. Além disso, dados de 2018 comprovam um dos benefícios da internet; segundo a revista Veja, cerca de 1,5 milhão de brasileiros optaram pelo ensino a distância.
Outra face dessa situação, é o acesso ilimitado de notícias e como é rápido obtê-las. Atualmente, por meio do celular, é simples achar milhares de informações com poucos toques e, assim, resolver as dúvidas de vários usuários da internet. Entretanto, muitas vezes, tanto conhecimento tende a levar o pesquisador a deixar de se perguntar, de refletir, e, a partir desse ponto, se acomodar e ficar dependente da internet. As pessoas param de fazer perguntas até não conseguir formulá-las; elas ficam cômodas com a ferramenta a ponto de não sentir necessidade de buscar conhecimento em livros, jornais e outros. A busca e o encontro dos fatos, acontecimentos, consequentemente, podem levar à dúvidas que fariam a pessoa a refletir; então, como há ausência de dúvida e de perguntas, os usuários se limitam ao uso da internet para encontrar as respostas que, em várias oportunidades, não possuem sequer o porquê.
Portanto, de acordo com fatos citados anteriormente, é preciso que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) filtre os conteúdos presentes na internet, pois muitos contêm cenas, dados e informações desnecessárias, as quais também podem afetar o psicológico daqueles que pesquisam. Ademais, a permissão para menores acessarem informações indevidas deve ser mais rigorosa para que eles também não sejam afetados. Outrossim, as escolas e a mídia podem desenvolver palestras a fim de conscientizar toda a família e principalmente, os alunos. Dessa forma, eles poderão aprender a usar a rede com sabedoria e também refletir, com ambos em equilíbrio.