A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 03/04/2020

“Todas as maiores invenções tecnológicas criadas pelo homem — o avião, o automóvel, o computador — dizem pouco sobre sua inteligência, mas falam bastante sobre sua preguiça”. Essa citação de Mark Kennedy, escritor americano, pode ser comparada ao ato da restrição da capacidade de reflexão emitida pela internet. A ideia de retrocesso sobre a aptidão de raciocínio define bem a atual condição da sociedade.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a internet contribui e facilita atividades em diversos tópicos. A velocidade agiliza a maioria dos afazeres e pesquisas. Porém, é exatamente isso que acaba afetando a capacidade de raciocínio lógico. A acessibilidade com que as pessoas encontram respostas às leva a deixar de lado a reflexão em nome da facilidade. Além disso a internet também tem um enorme papel na alienação social, já que a maioria das pessoas acreditam cegamente, mesmo sem reflexão e pesquisa, em informações nem sempre verdadeiras que são disponibilizadas na mesma.

Por conseguinte muitos acabam desenvolvendo o hábito de automaticamente utilizar a internet como fonte de resoluções rápidas ao invés do cérebro. Como exemplo, pode-se ver as várias pessoas que procuram as soluções de simples contas matemáticas por pura preguiça. Acaba também levando as pessoas a transmitir uma imensa corrente de notícias falsas pela ignorância de acreditar em tudo que se é transmitido, sem questionamento.

Portanto, para a redução do problema é necessário que haja mais estímulo vindo tanto dos pais, tanto das escolas e professores, especialmente na infância com a finalidade de desenvolver o pensamento crítico. Além da abertura de campanhas contra as “fake news” por parte do governo.