A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 25/05/2020

Hitler durante seu regime ditatorial usou os meios de comunicação para a legitimação e alienação da população em suas causas etnocêntricas. Sob esse viés, com a revolução dos meios de comunicação, a internet facilitou a introdução da informação na vida dos cidadãos, de forma mais rápida e mais interativa. Todavia, esta dinâmica ainda restringiu a capacidade de reflexão, como aconteceu no Fascismo de Hilter, principalmente no Brasil. Esse problema está interpenetrado na falta de criticidade das pessoas e na inação do Estado.

Constata-se, a princípio, que a criticidade, ausente na sociedade atual, perpetua na restrição na capacidade de reflexão. Nesse sentido, Immanuel Kant dissertara que um indivíduo de menoridade intelectual é aquele que não tem autonomia sobre seus intelectos. Sendo assim, o cidadão brasileiro ao não ter a capacidade crítica para basilar seus conhecimentos, tende a aceitar  a opinião alheia como se fosse uma verdade imutável. Consequentemente, a população ao passar mais tempo na internet e redes sociais, como o Facebook, acabam recebendo uma enorme gama de informação e as absorvem sem questionamento, o que pode levar a propagação de informações inverídicas.

Outrossim, somado ao supracitado, a inércia do Estado no que tange à restrição da capacidade reflexiva pela internet corrobora para o cenário de alienação. Nesse contexto, Platão, filósofo da antiguidade, afirmou que a política é uma atividade elevada e nobre, marcada pela busca do bem comum do corpo social. No entanto, vê-se que a atual seara política brasileira desconstrói a ideia do pensador, pois ao analisar a ínfimo quantitativo de medidas paliativas no que tange os efeitos danosos que a internet tem sobre a capacidade reflexiva, constata-se que são inexistentes, seja pela criação de instituições que fiscalizem os meios informacionais, ou a melhora do sistema educacional.

Nessa perspectiva, portanto, é mister que medidas sejam tomadas para obliterar a falta de reflexão causada pela internet. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pelo desenvolvimento social do país, construir um perfil crítico nas pessoas, por intermédio  da intensificação de aulas de Filosofia, que irão, por exemplos, estudar o filósofo René Descartes - responsável por desenvolver teses sobre a busca de um conhecimento racionalista-,  a fim de que meios informacionais não exerçam influência sobre o intelecto da população. Ademais, o Estado deve, ainda, junto ao Poder Legislativo e Judiciário, criar um pacote de leis e instituições denominadas " Garantindo a Reflexão", a qual irá fiscalizar, mediante denúncias e conteúdos suspeitos, informações que tenham um cunho alienante, como notícias sensacionalistas, com o intuito de que o problema seja sanado de vez, e a sombra do governo de Hitler não seja análoga a sociedade atual.