A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 25/05/2020

Inegavelmente, a internet expande o conhecimento dos seres humanos desde 1969, trazendo uma infinidade de informações disponíveis de forma rápida e simples. Nesse contexto, o maior desafio é encontrar um conteúdo de qualidade sem se distrair com tópicos secundários. Entretanto, como são achadas várias ideias e opiniões prontas para serem copiadas, perde-se o senso crítico e a capacidade de reflexão, que pode gerar a propagação de notícias falsas. Esse infortúnio deve-se à crença do ser humano de que tudo que está na web é verídico, bem como à falta de estimulação à leitura de livros. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Primeiramente, as pessoas acreditam cegamente em tudo o que está na internet, e esso é um dos principais fatores para que as pessoas percam sua capacidade de reflexão. Prova disso é a pesquisa  feita pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), que revela que 80% dos brasileiros acreditam nas informações que veem ou leem nas redes sociais. Consecutivamente, isso gera a propagação das notícias falsas, o que chega a ser um desserviço à população, que pode causar danos psicológicos ao alvo dessas notícias ou o analfabetismo funcional aos leitores. Diante disso, é evidente que os índices são preocupantes e levam à tona os riscos de acreditar cegamente em tudo que está na web.

Faz-se mister, ainda, salientar a falta estimulação à leitura como impulsionadora do problema. Consoante o filósofo iluminista francês Voltaire no livro Zadig ou Destino, a leitura engrandece a alma. Certamente ele não errou à vista que pesquisas científicas mostram que ler incita o senso crítico e, simultaneamente, desperta a capacidade de reflexão. De maneira análoga,  como as pessoas trocaram os livros pela internet e deixaram de ler com frequência perderam seu senso crítico e a capacidade de reflexão, tornando-as suscetíveis a acreditarem em notícias falsas. Logo, conclui-se que não se deve exterminar a leitura do cotidiano das pessoas.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Desse modo, o Governo deve alertar as pessoas, mediante mídias de comunicação, que a internet não é um ambiente totalmente verdadeiro e que deve ser usado de forma criteriosa e sem cair em armadilhas. Além disso, o Governo deve estimular os brasileiros, por meio de veículos de comunicação, a lerem mais livros para adquirirem mais capacidade de reflexão e despertar o senso crítico. Dessa forma, o Brasil poderia superar a questão da falta da capacidade de reflexão dos brasileiros no ambiente tecnológico.