A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 25/05/2020
Após a Segunda Guerra Mundial, a eclosão da Terceira Revolução Industrial trouxe consigo o aprimoramento do campo científico-informacional, anexado à internet. Em detrimento dos benefícios que esta provocou, tais como a praticidade ao adquirir conhecimento, o surgimento da web e a concentração de todos os princípios nela acarretaram a falta de reflexão e convicção própria. Nessa lógica, pode-se afirmar que a internet empobrece a capacidade crítica, sobretudo devido à manipulação do que atinge o usuário e ao estímulo do exibicionismo, e o uso dela deve ser consciente.
Precipuamente, cabe ressaltar que a informação que chega ao usuário é baseada em opiniões prévias. Consoante o livro “The Shallows”, de Nicholas Carr, a internet é uma máquina projetada para a automática coleta, transmissão e manipulação de dados. A rede não só coloca em primeiro plano informações com as quais o cliente interage frequentemente, como também descarta materiais que não o interessam. Logo, espera-se que a capacidade de discernimento do utente seja limitada, visto que ele não tem acesso não a opiniões contrárias às dele e restringe-se à sua atividade recente.
Ademais, destaca-se que a internet estimula o narcisismo, isto é, a necessidade de aprovação, a qual vem em forma de “likes”. Prova disso é um estudo feito na Universidade da Califórnia publicado na revista Psychological Science, que afirma que o feedback positivo nas redes sociais ativa o circuito de dopamina, de modo que funcione como um mecanismo de recompensa que gera prazer e vício. Portanto, constata-se que a conversão do ego em produto de consumo social afeta o senso crítico do usuário, uma vez que este passa a associar a opinião publica à sua e ser dependente dela.
Em síntese, infere-se que é necessário regular o que é visto no ambiente cibernético. Assim sendo, é imperativo que o governo federal, mediante o Ministério da Cidadania, oriente as famílias brasileiras a limitarem o uso da internet no ambiente doméstico, de maneira amigável e o quanto antes, por meio de veículos artísticos, tais como cinema, música, dança e teatro. Ainda, cabe aos influenciadores digitais auxiliarem seus seguidores na desconstrução de padrões que visem curtidas, por intermédio da interferência que exercem sobre o mundo on-line. Dessa forma, a parcela da população que usufrui da rede passará a distinguir a vida virtual da real, bem como terá autonomia sobre suas ideias.