A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 20/05/2020
No episódio Hang DJ da série Black Mirror, disponível pela plataforma de stream Netflix, a distopia retrata um mundo onde as decisões são tomadas por um aparelho semelhante a um telefone-celular, chamado de “assistente”. Seus usuários se tornam passivos na escolha, aceitando sem questionamento aquilo que lhes é ordenado. Paralelo aos dias atuais, muitos usuários da internet apresentam os mesmos sinais de passividade, ao não checarem a veracidade das informações encontradas na rede.
Em primeiro lugar, é necessário destacar a importância dos recursos digitais atualmente no cotidiano dos brasileiros, seja um âmbito educacional, social ou econômico. Visto que a ferramenta cibernética pode ser usada como método de estudo através de vídeo aulas e PDFs, possibilitando a comunicação entre membros geograficamente distantes e auxilia inúmeros empreendedores a divulgarem seus produtos e serviços por meio de aplicativos como Instagram e Facebook.
Por conseguinte, evidência-se que a internet não é maléfica, se usada adequadamente. Todavia, indivíduos de caráter duvidoso, podem aplicar golpes ou outros crimes por meio de mídias sociais. Golpes antes usados em telefones fixos, agora são aplicados via Whatsapp, além de crimes mais graves, como a pedofilia, tendo o anonimato da tela do computador, e assim a problemática instala-se.
Portanto, mediante aos fatos citados anteriormente, urge a tomada de ações preventivas. O Ministério de Educação junto com órgãos de segurança, por meio de verbas públicas, com o intuito de conscientizar e educar a população sobre os riscos presentes quando se está online, devem promover palestras escolares e campanhas publicitárias através das próprias redes sociais. Somente assim, a realidade de Black Mirror poderá ser impedida.