A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 24/05/2020

A Internet é uma tecnologia que, assim como muitas outras, possui suas vantagens e desvantagens. Nesse sentido, observa-se que a Internet tem sido considerada como uma das maiores revoluções tecnológicas comunicacionais do homem, seja em qualquer área. Todavia, a má-utilização desta tecnologia tem levado a um certo comodismo entre as pessoas, ao ponto de gradualmente removerem suas motivações principalmente no que tange a capacidade de reflexão.

Consoante a isso, dados da revista Valor Econômico revelam que 80% dos brasileiros acreditam em tudo que leem na internet. Destes, 78% acreditam apenas algumas vezes e 1% acreditam totalmente, em comparação a 17% que dizem não acreditar. Outros 2% não sabem ou não responderam. Por isso, torna-se claro que a população brasileira permanece na menoridade ao não fazer uso do senso crítico.       Segundo a pesquisa, desenvolvida pela Kaspersky, empresa global de cibersegurança, em parceria com a empresa de pesquisa CORPA, cerca de 62% dos brasileiros não sabem reconhecer uma notícia falsa, e apenas 2% nunca ouviram falar do termo “fake news” que de certa forma se torna preocupante. Os principais meios para cair nas ‘fake news’ são as redes sociais, onde, em média, um terço dos latino-americanos confiam nessas plataformas online para se informarem. Sites de mídia tradicional, por sua vez, são utilizados por apenas 17%. O estudo também aponta que são os jovens entre 18 e 24 anos, que usam as redes sociais para ficar por dentro do que está acontecendo em seu país ou região. Diferente dos internautas entre 35 e 50 anos, que utilizam mais os sites de mídia tradicionais. Curiosamente, quem compartilha mais fake news em seus perfis e comentam as notícias alarmantes, sem verificar sua veracidade, são os usuários entre 25 e 34 anos.

Portanto, para de certa forma mudar esse cenário, uma possível solução seria criminalizar as fake news, ou seja, se o veículo de comunicação divulgar notícias falsas, receberia uma punição financeira e obrigatoriamente seria colocado um banner no topo do site, informando que foi punido por tal ato. Algumas maneiras de não acreditar nessas notícias seria: lendo a matéria completa, não apenas o título, pois é comum que os sites usem palavras de maior impacto para colocar no título, pensando em aumentar o número de acessos na reportagem Conferindo a data de publicação, algo que era verdadeiro antigamente já podem ter sido esquecidas, especialmente na área da saúde, bastante dinâmica e avança com agilidade nas pesquisas científicas. Checar se o URL é confiável, esse é o endereço do site e, com frequência, dá o alerta de que a fonte não é segura, ou também verificar se a notícia existe em mais de um site e se as informações correspondem uma com a outra.