A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 23/05/2020

Com o advento da internet, no auge da Guerra Fria, em 1969, o acesso à informação se expandiu cada vez mais. Entretanto, é notável a ausência de senso crítico por parte dos internautas, e os diversos aspectos negativos que o uso das redes causa à capacidade de reflexão das pessoas, com a massificação de conteúdos.

Deve-se pontuar a internet como maior fonte de exposição de conteúdos, de forma que o público se encontra facilmente com diversos tópicos para absorver em curtos intervalos. Segundo os filósofos da escola de Frankfurt, os meios de comunicação padronizam e nivelam conteúdos a fim de atingir um público maior e, dessa forma, obter mais lucro, tornando-se claro os perigos a capacidade de absorção dos conteúdos e sua reflexão.

Nota-se também o conformismo que os internautas tem para com as notícias que recebem, absorvendo-as superficialmente, já que há uma quantidade extrema de informações sendo renovadas em questão de minutos e pouca compreensão ao lê-las. Consoante a isto, dados da revista Valor Econômico revelam que 80% dos brasileiros acreditam em tudo que leem na internet, tornando-se claro que os brasileiros se encontram com uma pequena taxa de internautas que realmente refletem à parte do que vêem virtualmente.

Esses fatos expõe a necessidade de que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual, diminuindo assim a quantidade de analfabetos funcionais, que não compreendem o que leem. Conjuntamente com uma aplicação de palestras em escolas e faculdades, com uma parceria entre o Ministério da Educação e profissionais da área sociológica, visando o conhecimento da importância da compreensão das áreas digitais para crianças e adolescentes. A aplicação de tais medidas não deve ser somente no Brasil, para que um impacto mundial resulte em internautas que dominem as notícias, e não o contrário.