A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 24/05/2020

A criação e o desenvolvimento da internet possibilitam cada vez mais uma avalanche de informações em uma alta velocidade. No entanto, a oportunidade de acesso facilmente encontrada nesse meio virtual a diversos conteúdos, acaba por restringir a capacidade de reflexão dos usuários. Sendo assim, é necessário que todos sejam conscientizados da utilização adequada da internet, para que ela não seja vista apenas como uma inimiga.

Em primeiro lugar, é válido destacar o uso desses recursos tecnológicos pelas crianças e jovens. Como os menores já começam a desbravar desse meio digital desde cedo, é importante que os responsáveis estejam presentes na vida deles, para analisar e orientar os conteúdos que eles ingressam. O artigo 932 do Código Civil deixa evidente que os pais possuem o dever de vigilância, e que podem responder por negligência se falharem nesse sentido.

Em segundo lugar, com as redes sociais, os conceitos de vida real com o mundo virtual começaram a se confundir. Com a internet, o modo como as pessoas se comunicam mudou, e consequentemente, a privacidade delas também. Quando o uso da mídia é estratégico, como por exemplo, em momentos que profissionais buscam alcançar outras pessoas com o seu trabalho, a web pode ser uma ótima ferramenta. Caso contrário, usada de maneira inconsciente, ela pode se tornar um perigo.

Diante do cenário exposto, fica claro a indispensabilidade de medidas para interferir nessas situações. Logo, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social, com o auxílio do Governo nas verbas, criar campanhas publicitárias nos diferentes meios de comunicação, para alertar os cidadãos dos riscos que podem sofrer com o uso irrestrito da internet, afim de minimizar os efeitos colaterais desse ato. Dessa forma, com uma orientação no uso correto do acesso a informação, pode-se atenuar os casos de restrição da capacidade de reflexão de quem usufrui da internet.