A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 24/05/2020

É evidente que o avanço da internet fez com que muitas coisas fossem facilitadas, como o acesso à milhões de informações com apenas um clique. Entretanto, essa facilidade de garantir informações faz com que não exista uma pesquisa, uma busca por um amplo conhecimento, gerando um certo tipo de comodismo quanto à capacidade de reflexão, já que muitas vezes, as pessoas adquirem informações na web “mastigadas” e diretas ao ponto.

Por certo, cada vez mais a web está interligada ao indivíduo, que por sua vez tem acesso quase ilimitado à informação na grande rede, mas perdem a capacidade de focar/pensar em um assunto pelo fato de a informação já estar pronta sem necessidade do internauta buscar tal dado, sem de fato, compreender tal informação. Mostrando, então, os malefícios que a falta da busca, de refletir e pensar trás aos receptores da informação.       Ademais, deve-se entender que a informação encontrada na internet e redes sociais possui diferentes origens e autores. Contudo, essas fontes não são levadas em consideração pela maioria dos leitores. Dessa forma, o indivíduo acaba lendo notícias falsas e as espalham, além de não adquirir um repertório amplo sobre determinado assunto, ele fica alienado a certas informações, que muitas vezes se dão como falsas.

Portanto, cabe ao governo, em consonância com a escola, conscientizar a população por meio de campanhas publicitárias e palestras educativas não apenas à respeito dos benefícios e dos males que a internet traz, mas também da abrangência de conhecimento que ela nos garante, basta procurar, ler e entender sobre, em fontes confiáveis e, sempre refletindo sobre tal assunto. Espera-se com isso, uma melhoria na capacidade crítica de um indivíduo. Pois, segundo Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”.