A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 02/06/2020

Com o advento da internet, em 1969, o acesso à informação se expandiu. Atualmente, no Brasil, nota-se a falta de senso crítico por parte dos internautas. A internet, ainda que possua aspectos positivos, apresenta impactos negativos à capacidade de reflexão das pessoas, a saber, a massificação de conteúdo e o conformismo.

A internet, principal meio de comunicação na contemporaneidade, massifica seus conteúdos. Segundo os filósofos da Escola de Frankfurt, os meios de comunicação padronizam conteúdos a fim de atingir um público maior e, dessa forma, obter mais lucro. Nesse sentido, torna-se claro que a padronização de informações representa um perigo à capacidade de reflexão.

Ademais, deve-se pontuar, também, o conformismo dos internautas em relação às informações na internet. Segundo o filosofo Kant, o esclarecimento é a saída do homem da menoridade, ou seja, quando este passa a pensar por si próprio. Consoante a isso, dados da revista Valor Econômico revelam que 80% da população brasileira acreditam em tudo que leem na internet. Por conseguinte, torna-se claro que os brasileiros permanecem na menoridade ao não fazer uso do senso crítico.

Concluindo, é ideal que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Urge que o Ministério da Educação, em parceria com profissionais da sociologia, por exemplo, ministre palestras em escolas e universidades sobre a importância da reflexão na era da informação, visando o desenvolvimento crítico de crianças e jovens. Com a aplicação de tais medidas, a população brasileira irá, finalmente, livrar-se da menoridade, ou pelo menos haver uma diminuição.