A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 02/06/2020
Após a Revolução Técnico-Científica de 1970, o mundo encontrou-se em um período de grandes descobertas e desenvolvimento no meio tecnológico. Dessa forma, é cada vez mais comum evidenciar pessoas que usufruem da internet no cotidiano, como meio de informação, entretenimento e comunicação. No entanto, essa grande facilidade de informação gera uma enorme dependência do usuário perante a Internet, o que torna a capacidade de reflexão minimizada, dificultando o aprendizado e assim podendo afetar o sistema nervoso.
Segundo o médico psiquiatra Luiz Vicente Figueira de Mello, do Ambulatório de Transtornos Ansiosos do Hospital das Clínicas, pertencente à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), conta que o excesso de informações, processada acima da capacidade neuronal, pode levar à sobrecarga das conduções elétricas no cérebro e ao estresse cognitivo, quando muito intenso. O uso da internet constante é muito comum e a absorção de informações também, então resulta numa sociedade cada vez mais super informada e estressada, impaciente, angustiada e sem foco.
Ademais, com o uso frequente desses atalhos a habilidade reflexiva dos usuários pode ser limitada, assim, diminuindo sua capacidade de distinguir fatos e criar opiniões. Sendo assim, é mais fácil ter acesso a uma informação o que acaba tornando seres humanos cômodos, podendo contribuir com a propagação de notícias falsas. Como por exemplo a série Black Mirror que traz um enredo criticando os limites entre o real e o falso virtual, sendo comentários negativos em massa para manipular a opinião pública em relação a alguma pessoa ou algum grupo.
Portanto, diante do exposto, ainda que seja realizado restrições a alguns conteúdos iniciativas devem ser tomadas. Cabe ao Ministério da educação estimular a mudança de consciência dentro das escolas, por meio de palestras e campanhas com profissionais da área, dando oportunidade para ter mais projetos para estimular o senso crítico. E também o Poder Legislativo impor nas redes sociais um filtro em relação aos conteúdos, para que assim a sociedade não caia em notícias falsas. Dessa forma, o país se tornará mais plural e justo.