A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 02/06/2020

Com a globalização, o mundo abriu portas às novas tecnologias, possibilitando a maior circulação de informações de modo rápido e prático. Contudo, esse acontecimento no cenário atual, século XXI, vem gerando efeitos colaterais notórios na sociedade, como: a manipulação de dados por meio das fake news, que atinge a grande parte da população que está dentro de um vício, na qual se recebem e compartilham informações sem ao menos verificar se são verídicas ou não. Nesse contexto, o maior desafio dos internautas é ser capaz de buscar e encontrar aquele conteúdo que tem mais veracidade e não se persuadir pelo conteúdo mais “apelativo”.

Cabe saliente, em primeiro plano, que a participação na internet é inevitável no século da modernização e avanço digital. De acordo com a revista Valor Econômico, 80% da população brasileira acredita em tudo que leem na internet. A população tem acesso quase ilimitado à informações na grande rede, perdendo a capacidade de focar e pensar em algum assunto pelo fato da informação já estar pronta, sem a necessidade do internauta buscar algum dado de alguma fonte mais confiável ou pensar se aquela informação faz sentido com  cenário atual ou não, prejudicando a capacidade de reflexão do ser humano.

Nesse sentido, na Primeira Revolução Industrial, substituíram o trabalho dos operário por maquinas, e no cenário atual, século XIX, estão substituindo ideias e opiniões por pensamentos prontos. Além disso, segundo filósofos da Escola de Frankfurt, os meios de comunicação padronizam e  moldam conteúdos a fim de atingir um público maior e, dessa forma, obter mais lucro. Ou seja, as informações verídicas são alteradas por sites de fofoca, por exemplo, para ficarem mais interessantes e atingirem um publico maior, e pela falta de senso crítico as pessoas acreditam e compartilham essas fake news. Dessa forma, torna-se claro que a padronização de informações representa um perigo à capacidade de reflexão.

É evidente, portanto, que medidas precisam ser tomadas para, pelo menos, amenizar tais problemáticas. O Ministério da Educação deve, em parceria com os profissionais da sociologia, fazer palestras em escolas e universidades sobre a importância da reflexão na era da informação, com o objetivo de desenvolver um senso crítico e reflexivo de crianças e jovens. Em adição, o papel dos pais também é fundamental para estabelecer limites aos seus filhos, porém, é essencial que eles mostrem exemplo e dialoguem à respeito. Dessa forma teremos uma sociedade melhor e mais crítica.