A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 02/06/2020
Com a evolução da tecnologia em especial à acessibilidade da internet, houve uma facilitação muito grande no processo de adquirir informações. Essa avalanche de informações causa dependência tecnologia, tornando o indivíduo vulnerável a tudo que é exposto na internet e redes sociais, sendo óbvio que essa evolução tecnológica não precisa ser vista como um mal ou um perigo. Tudo depende como ela é usada, e principalmente da influência dessa era digital em nossas crianças e adolescentes. A disseminação da internet e de sites de mídias sociais como facebook, instagram e twitter, tem exposto informações demasiadas e sem nenhum filtro de veracidade aos nossos jovens e crianças, sendo submetidos a informações erradas ou pior ainda influenciados por atitudes que não condizem com sua idade ou realidade, uma vez que essas mídias digitais não possuem nenhum filtro de acesso de informação sendo postadas sem limite nenhum . E a consequência dessas informações circularem rapidamente nas redes sociais com opiniões mal embasadas acaba gera-se desinformação, ou ainda as fake News que além de gerar uma mentira em rede, pode trazer links maliciosos que recolhem dados pessoais dos internautas sem sua autorização de maneiras pouco confiáveis.
Nesse mesmo contexto, convém salientar que os pais devem acompanhar de perto essa fragilidade e exposição dos jovens diante da redes sociais, conscientizando o uso dessa tecnologia quanto a ponderação e sabedoria, sobre o que divulgar em seus perfis , tendo em vista que uma vez publicado, pode ser compartilhado e visto, não só por seus amigos e familiares, mas também por aqueles que tem acesso à internet. . Assim dispõe o código civil de 2002 em seu artigo 932, inciso I “estabelece a responsabilidade dos pais por danos causados por seus filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia”. Esta previsão esta fundada na obrigação de direção que tem os pais sobre seus filhos, e o dever de vigilância sobre os menores, e quando falham nesse sentido podem responder por negligência. É preciso estar presente na vida dos filhos, sabendo o que estão fazendo e com quem estão interagindo no mundo real e no digital.
Dado o exposto, deve-se ponderar o uso da internet e filtrar o que está sendo informado, separando o que é real, e do inventando apenas para ocasionar curtidas ou fake news. Logo, cabe-se os pais acompanharem de perto o que está sendo compartilhado e visto pelos filhos, e com ajuda do Ministério da Educação e auxilio de plataformas digitais como mídias sociais, através de palestra e oficinas gratuitas, conscientizar o jovem a despertar o interesse de ir em busca de fontes para saber de onde vem a informação . Dessa forma, o conhecimento possibilitará a aprendizagem e a reflexão, em detrimento da absorção passiva de soluções superficiais e irresolutas.