A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 02/06/2020
A partir do século XX, a internet vem sofrendo um grande avanço contínuo. Como é possível interpretar no filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, de 1989, a partir de ações sociais e literárias conduzidas por um professor, os alunos aprendem a questionar e montam sua própria opinião. Entretanto, com a facilidade de acesso, as pessoas não buscam corretamente a origem da informação que encontram. Isso é um problema que pode afetar a saúde física e mental do usuário.
Primeiramente, é preciso ressaltar que, segundo um trabalho publicado no jornal Computers in Human Behavior, o cérebro humano se acomoda facilmente diante de uma situação que lhe é rotineira. Com o consumo rápido de informação, as pessoas se acostumam a não buscar sobre o assunto, o que resulta em problemas cognitivos. A aprendizagem da busca de informações por conta própria é de grande importância para o desenvolvimento lógico, entretanto não é praticada.
Em segundo lugar, se ressalta que esse comodismo é mais acentuado em crianças e adolescentes, que já nasceram inseridos em um mundo com fácil acesso a informação. Segundo o diretor do Instituto de Aprimoramento Mental, Edison Antônio Oliveira, “Eles -jovens- recebem tudo pré-pronto, e não aprendem mais a raciocinar, o poder de dedução tem piorado, muito mais do que a própria memória em si.” As pessoas mais novas devem receber incentivos para raciocinar e formar sua opinião por conta própria, sem depender totalmente da internet.
Em conclusão, é visto que a internet pode influenciar negativamente a capacidade cognitiva do indivíduo que, sem incentivo, não busca informação de maneira correta. Para que esse incentivo seja feito de maneira eficiente nos jovens, as escolas, com apoio do governo do Estado e órgãos municipais, devem tomar ações. Precisam ser feitos projetos, como leitura de notícias, jornais e outros meios de informação, o que ajuda a desenvolver a capacidade cognitiva das crianças, construindo assim, seu próprio senso critico e cognitivo.