A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 02/06/2020
É indiscutível o fato de que, na época atual, a competitividade regula um estilo de vida cada vez mais acelerado. Sobretudo, apesar de destacar enquanto potência econômica e emergente mundial, o Brasil ainda vivencia problema sociais arcaicos, como a facilidade que a internet propiciou a informação ao cidadão e o quanto ela restringiu a capacidade de reflexão de cada um. Diante dessa situação, é inadiável uma mobilização conjunta do Estado e da sociedade para seu efetivo combate. Logo, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da população.
A princípio, nesse ritmo acelerado, convém destacar a ausência de uma coação governamental no que diz respeito a restrição da capacidade reflexiva que a internet vem atropelando o tempo todo. Sob tal ótica, o intelectual e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, elaborou o conceito ‘‘instituições zumbis’’ na qual defende que algumas instituições, incluindo o Estado, deixaram de cumprir suas funções. Essa inoperância do aparato Estatal, por conseguinte, facilita uma visão distorcida da sociedade sobre a internet na medida em que não criam medidas legislativas para controlar a utilização desses recursos que desde cedo as crianças e adolescentes estão interligados a esse mundo virtual sem quaisquer educação tecnológica. Nesse contexto, a internet alterou as maneiras como as pessoas se comunicam. Verifica-se, desse modo, o efeito do uso incorreto da internet.
Paralelo a isso, no contexto do Brasil como país emergente, a indiferença social ligada ao déficit em educação tecnológica ocasiona o seguimento do impasse. Nessa sequência, as instituições educacionais ainda não são eficazes na tentativa de fortalecer o senso crítico da população, por não contarem com estrutura profissional e material voltada ao uso adequado dos meios virtuais. Vê-se, enfim, grande parte das escolas municipais e estaduais, que o ensino é incompleto, dado que, desde a infância, contam com ensino ultrapassado e professores desqualificados, a criança cresce sem saber discernir corretamente seu papel no âmbito social e virtual. Essa conjuntura contraria a condição proposta pelo filósofo John Locke - assegurador de liberdade, gerando falsa sensação de autonomia e expondo os indivíduos a um ambiente não confiável, em que seus desejos são projetados por outrem. Portanto, para que as medidas estratégicas se concretizem para alterar esse cenário, o Governo Federal, juntamente aos Estados, deve desenvolver campanhas públicas e palestras em escolas, para alunos no ensino fundamental e médio, por meio de entrevistas em campanhas públicas, questionários em sala de aula a fim de buscar o fator crucial para o efeito do projeto, bem como vários profissionais na área digital. Outrossim, cabe a realização de melhorias da infraestrutura das escolas para melhor otimização desses profissionais para repassar conhecimentos e conceitos de forma adequada.