A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 02/06/2020

Desde a década de 1760, com a Revolução Industrial, a sociedade vem mudando sua relação com tudo ao redor – seja com o tempo ou com as novas tecnologias sendo instaladas nas fábricas. Porém, foi no fim do século XX quando o avanço tecnológico deu um dos maiores saltos da História: a internet. Assim, juntando-se a rapidez laborial da Inglaterra industrial com o fácil acesso à informação proporcionado pela internet, o encolhimento da capacidade de reflexão é uma consequência que deve ser combatida.

A OMS estima que, 10% da população mundial sofre de ansiedade e em 2020, depressão será a doença mais incapacitante do mundo. De acordo com psicólogos, os efeitos do uso de smartphones e computadores em demasia, acentua doenças psicológicas. É comum também, jovens terem baixos níveis de atenção, isso se dá pelo fato de que: O uso de eletrônicos desestimula o interesse pela leitura e outras atividade que fazem o uso da capacidade de concentração.

Não é difícil encontrar exemplos desse tipo de comportamento. No Brasil, já houve casos de adolescentes filmando brigas entre colegas para postar nas redes sociais sem qualquer movimento para separar o confronto, motoristas filmando uma pessoa presa a um carro com risco de explosão sem qualquer reação “humana” e entre outros casos. O cuidado necessário é que esse comportamento de “showmização” não transforme a humanidade em ignorantes e amorais.

Portanto, o Ministério da Educação poderia elaborar uma disciplina de educação digital e adicioná-la na matriz curricular das escolas públicas e privadas, criando uma reunião no próprio ministério para abordar a temática e por meio de estudos e debates dos educadores. Dessa forma, seria possível adestrar os cidadãos, a fim de permitir que eles se sobressaiam dessa restrição reflexiva ocasionada pela net.