A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 02/06/2020
Antes da internet existir todas as pesquisas eram feitas através de enciclopédias ou livros, portanto, era dispendioso para um pessoa achar o que ela realmente queria. Dessa forma, tinha-se que se esforçar para obter informações específicas, tornando a jornada reflexiva e consciente. Todavia, com o advento da tecnologia da informação, os mecanismos de busca na rede reduziram as jornadas de pesquisa de horas para segundos, banalizando assim, o conhecimento adquirido e tornando-o não reflexivo devido a rapidez da chegada da informação.
Visto que, essa nova realidade é uma das características do mundo moderno, as informações acontecem de maneira rápida e formatada. Dessa maneira, a Modernidade Líquida do sociólogo Zyegmund Bauman é demonstrada pela fluidez dos fatos pois, a velocidade dos eventos é diretamente proporcional no aumento da capital.
De outro modo, Bauman acusava essa nova realidade neo-liberalista por denegrir o poder crítico da população já que há um intervalo muito pequeno para a digestão dos acontecimentos. Desse jeito, a forma de pensar, ou o modo de viver, é apenas em função do capital, o que é mostrado no livro “Cyberpunk”, que trata uma distopia futura onde os governos são formados por conglomerados de empresas e, por isso, as comunidades vivem de acordo com o modelo de agir de cada mercado dessas instituições.
Isso posto, para evitar essa capitalização da crítica que a modernidade trouxe, deve-se fazer mudanças de âmbito educacional. Desse modo, as escolas em conjunto com o Ministério da Educação podem realizar simpósios temáticos, assim incluindo neles professores e filósofos brasileiros que por meio de palestras interativas com crianças e adolescentes, e com o diálogo elas vêm a ter reflexões diante aos novos adventos vindos em função da evolução do capitalismo. Dessarte, formará adultos conscientes que sabem lidar com a progressão da tecnologia sem perder o criticismo.