A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 24/06/2020
Responsabilidade com a informação e a expansão reflexiva Na conjuntura contemporânea, é possível constatar que o uso da internet é de fato muito importante para a disseminação de informações, mas também pode ser visto como algo ruim, caso seja manipulado de forma inadequada. Nessa ampla plataforma a maioria das informações precisam ser mediadas e o caminho para pesquisas supervisionado. É notório que deve haver uma conscientização sobre o uso da internet, principalmente quando se trata de crianças. Em primeiro lugar, é relevante considerar que de acordo com o artigo 932 do Código Civil os pais têm a obrigação de vigiar os seus filhos e quando falham podem responder por negligência. Inegavelmente a internet é um meio muito delicado e nem sempre as crianças têm a maturidade necessária para ele. Dessa forma é de extrema importância que os responsáveis fiquem atentos para com as postagens e pesquisas dos indivíduos em questão. Concomitantemente a isso é preciso levar em consideração que muitas das fontes confiáveis para o acesso a informação não se encontram na superfície desse ambiente virtual. Seria um erro, contudo acreditar que pessoas tão jovens podem descobri-las sem nenhum direcionamento, à vista disso quando monitoradas as crianças não ficam só protegidas, mas também são aumentadas suas possibilidades reflexivas, uma vez que seu campo de conhecimento se expande. Evidencia-se, portanto, que sem a orientação adequada a internet pode ser um espaço com informações nocivas para a população em desenvolvimento. É imprescindível que a família tenha um papel ativo na fiscalização, além de participar de debates com a escola, uma vez que essa instituição deve promover ações educativas para um encaminhamento assertivo nas pesquisas e projetos que tenham como objetivo a proteção das crianças na rede. A fim de que o ciberespaço passe a ser um local somente produtivo que vise o bem estar social.