A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 22/06/2020

Com o surgimento da internet, em 1969 e sua popularização em 1988, o acesso às informações, anteriormente restritas, se tornaram algo comum e cotidiano. Pode-se notificar também que, com o desenvolvimento desse meio de comunicação, outros aspectos foram negligenciados, como a restrição de reflexão no que se diz respeito ao momento desconectado do meio e momentos de introspecção.

Em princípio, tornou-se comum a visualização de celulares em momentos de interação social, o desconforto com a falta de internet em um local ou até mesmo a disponibilização de carregadores portáteis em restaurantes e lugares para socialização. Com isso, o mundo está se tornando cada vez mais rápido e as pessoas ansiosas por resultados instantâneos, passando suas decisões, mesmo as básicas, para máquinas e aplicativos.

Segundo o livro The end of Absence, de Michael Harris, a aceleração do mundo traz como consequência a diminuição do tempo criativo, recordação de memórias agradáveis e perda do tempo para reflexão. Tornou-se impossível os momentos “desconectados”, no sentido de estar distante de qualquer forma de comunicação online, causando doenças físicas, como a miopia e astigmatismo, e doenças emocionais, como ansiedade e estresse. Urge que o ministério da saúde, juntamente com influenciadores digitais, proporcionem eventos e campanhas para dias onde os usuários estariam parcialmente ou completamente “desconectados” desse meio de comunicação. Através de parcerias empresariais, esse evento traria efeitos positivos e motivações aos jovens, visto que grande parte não se “desconectam” por medo de perderem alguma informação, etc.