A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 30/10/2020
A internet trouxe uma série de transformações em relação ao processo comunicativo e ao acesso às informações. Todavia, mesmo com esses benefícios, a partir dela a capacidade reflexiva do indivíduo entrou em declínio. Desse modo, é perceptível que essa problemática gera alterações no comportamento e na construção do saber individual, sendo imperioso discutir tais efeitos no mundo atual.
Convém ressaltar, em princípio, que o uso da internet associado a falta de senso crítico corrobora para a manipulação do comportamento do usuário. Segundo o conceito de Indústria Cultural proposto por pensadores da Escola de Frankfurt, a mídia impõe valores, gostos e costumes a população. De maneira similar, no contexto atual, as redes digitais empregam mecanismos controladores que fomentam, por exemplo, o consumismo. Compreende-se, portanto, que o declínio da reflexão no contexto digital leva a perda de autonomia e liberdade do indivíduo.
Outrossim, perante ao grande volume de informações disponíveis na internet, a ausência de um pensamento reflexivo pode afetar a construção de um conhecimento seguro. Consoante as ideias do sociólogo Georg Simmel, a grande disponibilidade de dados dificulta a observação concreta deles. Nesse cenário, juntamente com a falta de veracidade de alguns deles, o indivíduo sente-se confundido, não assimilando os conteúdos que lhe são apresentados.
Destarte, diante dos efeitos expostos, é fundamental que em um contexto marcado pela internet a reflexão tenha notoriedade. Para tanto, no cenário brasileiro, o Ministério da Educação deve, através de campanhas transmitidas nos meios de comunicação, promover uma educação digital que vise aumentar o senso crítico da população quanto ao desenvolvimento das atividades digitais. Assim, os problemas relacionados à manipulação e à informação seriam amenizados.