A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 12/01/2021

A Terceira Revolução Insdustrial, a Revolução Técnico-Científico, iniciada no meado do século XX, inaugurou diversos avanços tecnológicos nos setores da informática e de telecomunicações. Dessa forma, um dos adventos da tecnologia foi o desenvolvimento da internet e das redes sociais que tem, como principal característica, a integração entre os indivíduos. Entretanto, o uso exacerbado dos dessa comunicação traz, consequentemente, a manipulação do usuário e a falta de senso crítico.

Em primeiro plano, é válido citar que, por causa da Globalização, o índice de uso da mídias digitais aumenta ao longo das décadas. Todavia, no Documentário da Netflix “O Dilema das Redes”, ex-funcionários de grandes empresas de tecnologia, como Google, Instagram, entre outros, mostram que essas redes sociais são criadas para reter a atenção do usuários por maior tempo possível. Dessa maneira, é inevitável a utilização da internet. Entretanto, a “Atitude Blasé” - termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel, no livro “The Metropolis and Mental Life” - ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. Logo, o vício na utilização das redes sociais vem sendo cada vez mais banalizado.

Por consequência, a facilidade no acesso das informações torna o indivíduo preguiçoso e, por isso, não busca fontes reais e verídicas de informações. Outrossim, um algoritmo criado por engenheiros, faz com que esteja exposto somente a conteúdos relacionados ao seu nicho e, assim, o usuário passa a ser bitolado, não aceitando opiniões divergentes. À vista disso, de acordo com os Iluministas Diderot e D’alembert, autores da “Enciclopédia”, a democratização da educação é fundamental no combate alienação dos cidadãos, garantindo aos mesmos sua efetiva liberdade. Porém, por causa da manipulação, a população tem a sensação falsa de sabedoria e de controle.

Portanto, é mister que haja investimento em políticas públicas para que o povo tenha consciência da dependência tecnologia e da manipulação. Urge que o governo, por meio de um projeto de lei, regularize as empresas de tecnologia que influenciam o constante uso de seu produto, com o objetivo de diminuir o vício de seus usuários. Ademais, os algoritmos, que levam os indivíduos a utilizarem, de forma excessiva, as redes sociais e que mostram conteúdos personalizados,  serão extintos. Destarte, a população mundial terá liberdade de escolha nas informações e, consequentemente, capacidade de reflexão.