A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 14/03/2021

Em um século dominado pelo virtual e instantâneo, que poder resta o auto pensar? Muito se discute sobre a facilidade de informação dos dias atuais e da restrição de capacidade da sociedade de refletir devido a tanta tecnologia. Na era digital, tudo pode ser acessado em poucos minutos: artigos, entrevistas, músicas, memes e etc, porém, tanto entreterimento pode vir ocasionar dependência tecnológica e até mesmo, transtornos mentais associados.

Primeiramente, é válido destacar que as redes sociais passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas, e a ausência de controle ao uso tecnológico implica diretamente na capacidade individual da sociedade. Uma pesquisa disponibilizada pelo site “Estadão”, aponta que um em cada quatro adolescentes brasileiros é dependente da internet. Desse modo, conclui-se que esse impacto é o principal indicador de quando o uso da internet se torna problemático; segundo especialistas e pais de jovens.

Por conseguinte, a dependência tecnológica também é fator primordial para que mais distúrbios mentais se tornem presentes na sociedade. Segundo o pesquisador da Universidade Federal do Espírito Santo, George Nunes, uma proporção de jovens com sintomas de ansiedade no grupo de dependentes tecnológicos, ultrapassa em 100% a verificada entre os não dependentes. Nesse sentido, a tecnologia interfere no meio de pensar, agir e viver do indivíduo. Além disso, a auto relexão na era digital se restringe, pois a sociedade está mais interessada no pensamento do próximo do que o próprio.

É mister que os responsáveis ​​pelos jovens tomem providências para superar o impasse do quadro atual. Nesse âmbito, cabe aos adultos orientar as crianças e adolescentes quanto ao uso da internet por meio de conversas familiares. O intuito é de promover a conscientização da ultilização adequada da tecnologia, com limites éticos e legais. Somente assim, os jovens poderão ter controle de si mesmos e entender os males causados ​​pelas redes sociais. A tecnologia não precisa ser vista como um mal ou um perigo. Apenas depende de como ela é usada. Logo, o ser pensante volta ao mundo real e o poder que se restava se torna presente novamente na sociedade: o auto pensar.