A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 23/03/2021

Na conjuntura atual do país, tem-se debatido bastante a respeito do avanço da informação por meio da internet e seus efeitos negativos na população. Com base nisso, fica evidente que a rapidez com que se propagam e a superficialidade das informações tornam essa discussão uma problemática vigente.

Primordialmente, vale ressaltar o pensamento do psicólogo norte-americano B.F Skinner, no qual  diz que “o problema não é se as máquinas fazem, mas se os homens pensam”. Sob essa lógica, é nítido que a propagação dos dados informativos rapidamente acarretam em uma ausência de reflexão acerca do que está sendo apresentado, visto que, ao ter uma notícia em mãos em poucos segundos, o ato reflexivo torna-se obsoleto, tendo em vista que não se faz necessário um raciocínio aprofundado, pois o “correto” é a própria informação que é dada. Sendo assim, é notório que a rápida veiculação dos fatos advindos das máquinas  digitais, agrava o entrave quando o pensamento lógico não é exercido.

Similarmente, é válido citar o jornalista e cineasta brasileiro Arnaldo Jabor, em que expõe o fato da internet, apesar de expandir a democracia como um todo, libera também a idiotia da população. Com base nisso, torna-se explícito que a superficialidade informativa promove a falta do ato reflexivo no corpo social brasileiro, haja vista que, com a ausência de aprofundamento na informação, a capacidade de refletir se torna escassa, o que por sua vez leva ao estágio de alienação - ou idiotia - como disse Arnaldo Jabor.

Com base no contexto analisado, é imprescindível que o empecilho da alienação informativa seja resolvido. Para tanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações criar um programa antisspam capaz de selecionar as informações superficiais e sem base, por meio de um algoritmo que analise, selecione e exclua dados levianos e falsos, com o fito de cessar com a propagação de notícias rasas. Para que assim, a idiotia citada por Jabor não se faça mais presente no Brasil, mas sim a reflexão.