A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 23/03/2021

Após a 3ª Revolução Industrial, que teve como base os meios tecnológicos de informação, o indivíduo passou a ter acesso mais fácil à internet. Dessa forma, na atualidade brasileira, a chegada das inovações na vida dos brasileiros os deixou em um estado de dormência causado pelo bombardeio de dados a todo momento, fato que, muitas vezes, acaba por superficializar os dados e restringir a capacidade de interpretação do receptor, e também auxilia na criação de “Fake News” (notícias falsas), essa “chuva de informações” também contribui na diminuição do foco do indivíduo, que fica confuso em meio a tantas informações. Logo, medidas que alterem essa realidade tornam-se necessárias.

A priori, a Lei de Acesso às Informações visa garantir o direito fundamental de acesso à informação, conforme determinado pelo artigo 216 da Carta Magna de 88. Dessarte, a Alegoria da Caverna, criada por Platão, filósofo clássico, conta a história de homens presos dentro de uma caverna, de costas para a estrada, dessa forma, veem somente as sombras do mundo exterior refletidas na parede da caverna, e assim acreditam que aquela é a verdade única. Dessa forma, o Mito relaciona-se paralelamente ao contexto atual, de forma que, as informações são apresentadas muitas vezes de forma muito superficial ao público receptor, o que pode levar a uma compreenção equivocada dos fatos sendo, assim, um perigo para a sociedade brasileira.

A posteriori, o professor de pisiquiatria Humberto Corrêa, esclarece que o excesso de informações é um fator de estresse, e que é necessário ter cuidado com a quantidade do que se lê e do que se ouve. Consoante a isso, uma pesquisa do programa Globo Ciência, revela que em uma edição do jornal norte-americano “New York Times” tem mais informação do que um cidadão do século 17 recebia durante toda a vida. Dessa forma, é notável que a quantidade exorbitante de material informativo entregue em  tão pouco tempo é, de certa forma, alarmante, tal circunstância gera uma falta de percepção mais sensível do receptor, pois o deixa sobrecarregado com tantos dados que lhe são entregues. Logo, fica evidente que há um problema na entrega de dados para a população, e isso precisa ser resolvido.

Portanto, é notório um impasse na entrega de informações ao público, e são necessárias medidas que alterem essa realidade. Primeiramente, o Ministério da Educação, por meio das escolas -âmbitos incumbidos de formar moral e intelectualmente os cidadãos-, deve promover aulas e palestras com o intuito de ensinar os jovens a filtrar melhor as informações necessárias e a manusear os meios de informação, para com isso, não se sobrecarregarem e entenderem melhor os dados oferecidos. Em segundo plano, a mídia deve, em seus programas, apresentar somente dados relevantes e confiáveis ao público. Dessa forma, a população poderá entender melhor os dados que lhes são oferecidos.