A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 23/03/2021

Isonomia. Dignidade. Inclusão. Essa tríade exemplifica os direito civís os quais estão assegurados constitucionalmente. Todavia, tais preceitos estão em descompasso com a questão da restrição da capacidade reflexiva relacionada à internet, seja pela negligência estatal, seja pela dependência emocional desse meio social: entraves a serem combatidos em prol do bem-estar da sociedade.

Em primeira instância, é válido ressaltar que o Governo já atua na minimização desse impasse. Contudo, esse problema ainda continua, na sociedade brasileira, devido a falha do Governo no que diz respeito à falta de fiscalização, pois existe a carência de aplicativos oficiais, que objetivem um controle mais rigoroso da quantidade de acessos por aparelho eletrônico no país, como também faltam medidas de segurança para crianças e adolescentes menores de idade. Dessa maneira, o absenteísmo do Estado em não dar fim ao problema, vai em desencontro com a ideia do filósofo Hobbes, uma vez que não existe a garantia do bem-estar social.

Paralelo a isso, destaca-se ainda o problema da dependência emocional, criada devido ao uso exacerbado de meios sociais e digitais. Nesse sentido, esse sentimento psicológico é caracterizado, muita das vezes, pela solidão, pois faltam tanto diálogos entres pessoas do núcleo familiar, como atividades ocupadoras da mente. Um exemplo disso é visto no dado do site Isto É, que afirma que uma em cada quatro pessoas chegam à dependência máxima da internet, o que comprova que a curto espaço de tempo mais brasileiros terão sua capacidade reflexiva extinta.

Portanto, é essencial o controle do acesso a internet, visto que facilita na busca por informações. Dessa forma, cabe ao Poder Executivo, destinar parte da verba arrecada para à criação de aplicaivos capazes de controlar o acesso à internet, a fim de garantir a segurança de crianças e adolescentes menores de idade. Síncrona a isso, psicólogos e psiquiatras juntamente com os pais e responsáveis, devem buscar medidas de interação das crianças com a sociedade, para garantir que elas não sintam-se sozinhas.