A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 23/03/2021

A Revolução Industrial técnico-científica e informacional, iniciada no final do século XX, transformou inúmeros nichos sociais e industriais. Com a chegada da internet, as informações circulam de modo muito mais veloz, com grande quantidade de dados, facilitando o trabalho de milhões de pessoas ao redor do mundo. Contudo, a qualidade e a veracidade dessas informações é cada vez mais preocupante, pois sua capacidade de influenciar, de forma errada, indivíduos, aumenta consideravelmente. Assim, podem ser evidenciadas as problemáticas: má seleção de conteúdos absorvidos pelo jovem, bem como a negligência dos pais.

A priori, nunca antes na história da humanidade, se dissiparam tantos conhecimentos quanto hoje. A Escola de Frankfurt, reuniu grandes filósofos e sociólogos europeus no contexto pré e pós-Guerras Mundiais, com um ideal acerca dos fatos sociais ocoridos em épocas distintas. Segundo seus conceitos, o planeta estava caminhando para a massificação da indústria, onde o indíviduo seria apenas um número na repetição dos padrões de consumo. É possível ver que, hodiernamente, propagandas, redes sociais, plataformas de produção de conteúdo, possuem os influenciadores, famosos que consomem certos produtos e divulgam seus pensamentos,  que acabam sendo imitados por fãs. Isso é um grande problema, já que a preculiaridade de cada pensamento é perdida no meio social, prejudicando a educação, a formação de opiniões, a busca por conteúdos relevantes e a vida cívica.

Outrossim, a família é essencial na construção de hábitos do indivíduo. Nos anos 60, 70, o autoritarismo e repressão por parte dos pais era comum, quase sem diálogos ou medidas alternativas na resolução de conflitos, sendo assim, os pais da atualidade que sofreram com as práticas referidas em sua juventude, preferem não ser invasivos ou não tão inflexíveis demais com suas proles. Todavia, tal rumo não é recomendado, deve-se sim dar mais liberdade, porém lidando muitas vezes com crianças, a presença física e psicológica dos pais quanto à correta utilização da tecnologia, pode evitar vícios, violência, etc.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar os entraves supracitados. Cabe ao Ministério da Educação, como gestor nacional da educação, promover palestras e debates sobre como selecionar, absorver e compartilhar os conteúdos certos na web, por meio da utilização do espaço de escolas e universidades, a fim de desenvolver o foco e a preparação de um cidadão pensante. Destarte, é dever do Ministério da Mulher, da Familía e dos Direitos Humanos, distribuir vídeos e cartilhas, sobre as diretrizes do papel dos pais, denotando a importância disso na saúde mental e segurança de seus   filhos.