A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 23/03/2021

As palavras,no centro da bandeira do Brasil,“Ordem e Progresso”,descrevem uma nação organizada e promissora.Entretanto,quando se percebe a restrição da capacidade de reflexão na internet,constata-se,lamentavelmente,que tal descrição não acontece,de modo desejável,na prática.Desse modo,faz-se necessário analisar a inércia do Estado e a omissão social para que se mitigue esse cenário aflitivo.

A priori,faz-se oportuno discutir a insuficiência governamental nessa questão.A esse respeito,o filósofo inglês John Locke dissertou que o Estado deve garantir os direitos naturais do cidadão,dentre eles a dignidade.Contudo,a escassez de investimentos em profissionais que investiguem as redes sociais e a falha das leis,confirmam que o Poder Público encontra dificuldades para sanar tal intempérie,o que,para Locke,é a quebra do “Contrato Social”.

A posteriori,a inércia que,costumeiramente,pereniza-se na sociedade,agrava a problemática.Para o polonês Zygmunt Bauman,as relaões interpessoais são fluidas,sentimentos como empatia e respeito,têm se esvaído pelo vão dos nossos dedos.O pensamento de Bauman mostra-se certo quando as pessoas cancelam as ourtras na internet quando possuem pensamentos contrários e opimiõs distintas,podendo até acabar com a saúde mental da vítima.

Urge,pois,mitigar esse grave flagelo social.Logo,cabe a mídia,no exercício de sua função social,divulgar vide redes sociais a importância da capacidade de reflexão,com o fito de conscientizar as pessoas ,para que esse cenário não perdure.Ademais,é papel das instituições educacionais criem rodas de conversas,com o intuito de discutirem determinados assuntos ligados a internet,desenvolvendo o pensamento coletivo.Desse modo,será possível alcançarmos a Ordem e o Progresso fincados na bandeira do Brasil.