A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 24/03/2021

O desequílibrio causado pela indústria digital

Albert Einsten acreditava que a tecnologia havia superado a nossa humanidade. Lamentavelmente, o pensamento do intelectual evidencia-se ao observarmos as relações interpessoais dos dias atuais, as quais encontram-se completamente instáveis, certamente devido a ausência de um autocontrole na utilização de ferramentas tecnológicas. Sob essa perspectiva, é de fundamental importância a análise das principais causas e consequências da dependência humana pela inteligência artificial.

Primeiramente, convém mencionar o longa metragem da Netflix, “O dilema das redes”. Na obra cinematográfica, é possível conhecer os mecanismos empregados pelas grandes companhias para manter os usuários conectados a todo momento e a qualquer custo.  De maneira análoga ao que é relatado no documentário, a OMS advertiu que os brasileiros têm passado, em média, 6 horas em frente às telas. Isso tem ocorrido em virtude do êxito das redes de serviços digitais em entreter os telespectadores, bem como da ausência de autonomia intrínseca a muitos seres humanos.

Segundamente, é fundamental destacar as péssimas consequências do uso inconsciente da ferramenta digital na atual sociedade. O descontrole no uso desse objeto tem acarretado prejuízos às relações entre familiares e amigos, pois a facilidade de comunicação com um amplo número de pessoas torna as interações no mundo real menos importantes, sendo as últimas, geralmente deixadas em segundo plano.

Tendo em vista os prejuízos acarretados sobre as estruturas interpessoais, é necessário que as famílias atuem, de modo a controlar o uso de telas em geral, por meio de atividades lúdicas, práticas de lazer, e períodos totalmente isentos de celulares, computadores e televisões. Espera-se, que, intervenções como essas, possam trazer de volta à próxima geração a concepção de quão fundamental é a interação de pessoa para pessoa.