A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 18/04/2021

Com o advento da terceira Revolução industrial, o meio técnico-científico-informacional de, Milton Santos, consolida-se em seu terceiro estágio, no qual tanto as relações interpessoais, quanto a acessibilidade do conhecimento transportam-se para o meio virtual. Dessa maneira, a internet surge como uma ferramenta sem senso próprio de justiça ou moral; ajuda a informar, mas não a refletir. Logo, tal ambiente torna-se contraditório, uma vez que não garante a segurança de seus usuários, porém faz-se necessário, visto que o mundo caminha para o digital e a inserção de indivíduos acontece cada vez mais cedo.

Ademais, segundo o site, jornal do comércio, o crime de pornografia infantil conta com 60 mil denúncias e, cerca de 65% dos internautas adultos são vítimas de violações dos mais váriados tipos. Dessa forma, evidencia-se a vulnerabilidade tanto de contas de menores de idade que, sendo ainda inexperientes e, quando não adentra-se em tal universo por conta própria e sem supervisão, são expostos de maneira indevida pelos próprios país, quanto de adultos que não percebem os riscos que correm não só com o acesso a links suspeitos que exijam informações pessoais, mas também com o compartilhamento de informações e notícias falsas. Por conseguinte, estabelece-se uma ponte entre usuário e fraudador.

Todavia, de acordo com o site, agência Brasil, 90% dos brasileiros afirmam que usam a internet ao menos uma vez por dia, o que revela não só o caráter dual da ferramenta que é apenas um meio para infinitos objetivos, como também a ampla aceitação e participação de todas as classes sociais. Como consequência de tal democratização, empresas, agências e instituições governamentais ou não transportaram parte de suas atividades, antes realizadas de forma demorada pelo sujeito, para o meio rápido de aplicativos virtuais. Por consequência, facilita-se as relações do indivíduo no seu dia a dia com o mundo externo fora das telas e, difunde-se o uso do intangível paralelo ao tangível.

Portanto, fica evidente a necessidade da criação de softwares de segurança, feita pelo Ministério da Técnologia em parceria com empresas privadas, que caçem outros softwares ou contas maliciosas e, não só os retirem de forma imediata do acesso virtual mas também os reportem as autoridades devidas, com o intuíto de tornar o vasto mundo digital num ambiente mais seguro e saudável para novos e antigos cidadãos internautas. Outrossim, com o objetivo de educar a nova demanda de usuários, é imprescindível a realização de aulas informativas uma vez ao mês, realizadas pelo MEC, do 6° ano do ensino fundamental, de escolas públicas e privadas, ao 9° ano. Por esses meios, realizam-se tanto a reforma das relações do ser com o intangível, o que torna o ambiente mais seguro e sadio, quanto a educação e monitoramento da nova população de cidadãos virtuais.