A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 11/04/2021
Dos hieróglifos aos papiros, perpassando pelo cinema, escrita e mundo digital. Essas são algumas das formas de comunicação já utilizadas pelos seres humanos. Contudo, a busca por uma maior rapidez no repasse de informações, hoje alcançado pelo uso da internet, leva a desdobramentos desfavoráveis, como o distanciamento físico-social e a redução da capacidade de pensamento profundo, independente.
Nesse contexto, mesmo com uma maior interatividade entre povos distintos, é notório o impacto negativo do uso da internet no seio familiar, com jovens cada vez mais distantes de uma comunicação convencional com parentes, porém afeitos ao convívio virtual. Consequência disso, é o aumento do grau de ansiedade, ou até mesmo de agressividade, em jovens, devido à dependência da internet. Realidade essa que já alcança cerca de 25% de adolescentes, segundo dados levantados pela Universidade Federal do Espírito Santos (UFES), divulgados no site do “Estadão”, em 2019. Assim, o tradicional almoço de domingo ou uma simples ceia de natal tem se tornado um desafio às famílias da modernidade.
Ademais, a elevada quantidade de informações na internet parecem estar transformando a capacidade de reflexão e empatia de grande parte de seus usuários, tal como divulgou a Universidade norte-americana de Elon, na Carolina do Norte, em 2012. Conforme a universidade, os “nativos digitais” possuem pouca paciência e dificuldade para refletir profundamente sobre assuntos complexos. Desse modo, podem ser facilmente influenciados por “pensamentos prontos” encontrados na internet, o que pode impactar negativamente nos rumos de assuntos cruciais para o convívio em sociedade, como política, saúde e democracia.
Evidencia-se, portanto, a necessidade urgente de orientações para o uso saudável das mídias virtuais. Para isso, cabe aos educadores, com apoio das Secretarias de Educação e do Ministério da Educação, organizar palestras e debates, em todos os níveis educacionais, acerca do uso estratégico e consciente das redes sociais digitais, da internet como um todo, por meio da discussão em sala de aula ou da introdução do assunto em disciplinas na grade escolar, além da realização de palestras com pais e responsáveis. Para assim, incentivar o raciocínio crítico sobre as informações encontradas na internet.