A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 14/04/2021

A hodierna Era Digital- iniciada no final do século XX com a dinamização dos fluxos informacionais pelos avanços tecnológicos na área da comunicação-, confere à Internet alto poder de influência sobre as relações humanas. Nesse sentido, é fundamental que o recurso seja aproveitado de maneira eficiente a fim de que não haja danos à sociedade. No entanto, a realidade encontra-se distante do ideal: apesar de ter facilitado o acesso à informação, a Internet restringiu a capacidade de reflexão das pessoas ao servir como ferramenta de indução ao senso comum.

Sob esse viés, deve-se ressaltar os interesses governamentais como causadores dessa alienação. Analogamente ao Mito da caverna de Platão- no qual o filósofo grego exemplifica que a maioria das pessoas vivem presas a um mundo de ilusões, sendo controladas por àquelas que aproveitam-se de sua “cegueira” para manutenção de privilégios-, os governos beneficiam-se das amarras do senso comum para manipular a população e permanecerem no poder. Assim, a Internet viabiliza a alienação das massas e o subsequente controle governamental sobre a população pelo desincentivo à reflexão.

Ademais, é necessário apontar o capitalismo como um dos impulsionadores do entrave. Norteadas exclusivamente pelo lucro, as empresas controlam o psicológico da população e as induzem ao consumismo, por meio de propagandas veiculadas sobretudo na Internet. Dessa maneira, o que deveria ser um avanço científico serve como ferramenta de sufocamento às vontades individuais.

Depreende-se, portanto, que a Internet, por servir como meio de opressão às liberdades individuais ao restringir a reflexão, deve ser utilizada pela população de maneira consciente. Para isso, é imprescindível que professores, por intermédio da realização de palestras durante o contraturno escolar, conscientizem os jovens à cerca da importância da reflexão- com os gastos dos eventos financiados pelo Estado- a fim de promover a manutenção das liberdades individuais. Assim, as pessoas podem se libertar das correntes do senso comum e saírem da caverna da alienação.