A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 21/04/2021
No documentário “O dilema das redes”, especialistas em tecnologia expõem o impacto das redes sociais na sociedade, mostrando como as programações são feitas com o intuito de deixar os consumidores viciados. Nesse sentido, o ser humano passou a ser dependente não apenas das mídias sociais, mas da internet em geral. Posto isso, o principal meio de pesquisas deixou de ser as grandes enciclopédias e passou a ser o espaço digital, o que democratizou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão. Diante disso, serão analisadas a fonte e as consequências dessa realidade.
Sob essa perspectiva, é importante destacar que o primeiro protótipo de internet surgiu nos Estados Unidos, no contexto da guerra fria, e foi uma estratégia para descentralizar informações de forma que não fossem destruídas em bombardeios. Atualmente, o espaço virtual é acessível por grande parte da população mundial e, como é integrada com todo o mundo, contém informações de todos os lugares. Sendo assim, a sociedade passou a usá-lo como fonte de pesquisas, o que com o tempo passou a ser uma zona de conforto, já que facilmente pode achar respostas sem precisar refletir. Pode-se dizer, então, que ideias e opiniões estão sendo substituídos por pensamentos prontos.
Além disso, é possível destacar a frase: “O homem nasce livre e por toda parte torna-se acorrentado. ”, de Jean-Jacques Rousseau. Nesse sentido, apesar da liberdade que a sociedade tem, ela permite-se ser dominada pela internet, perdendo muitas vezes, o controle sobre suas opiniões. Sob essa ótica, a comunidade atual é alienada, ou seja, deixou de formar suas próprias opiniões e passou a procurar informações que não levam à reflexão. Assim, cabe dizer que apesar de muitos benefícios da internet, o problema da restrição do poder de análise é preocupante.
É necessário defender, portanto, que o acesso à informação aumentou, mas o poder reflexivo da sociedade está cada vez menor. Assim, cabe às escolas ensinarem formas de obter informações e, ao mesmo tempo, formar uma opinião própria sobre o assunto analisado, por meio de aulas com pesquisas, que estimulem a capacidade de argumentação, com o objetivo de diminuir a alienação dos alunos. Dessa forma, gerações que têm maior contato com a internet, poderão acessar às informações de forma consciente.