A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 23/05/2021
A Revolução Técnico-Científica-Informacional, ocorrida na segunda metade do século XX, foi responsável por impulsionar o desenvolvimento tecnológico em escalas nunca antes vistas, sobretudo após a criação da internet, a qual facilitou a troca de informações e o acesso rápido aos aparatos informativos. Entrentanto, embora tal surgimento tenha sido benéfico para a humanidade como um todo, tornou-se nocivo ao uso do senso crítico, na medida em que restringiu a capacidade de reflexão. Dessa forma, vê-se que essa adversidade se encontra no desistímulo socioeducacional no aprimoramento do discernimento reflexivo, e, por conseguinte, na alienação social.
A princípio, o meio estudantil possui um papel fundamental na formação do indivíduo, ao passo que o torna apto a entender toda a conjuntura social na qual ele está inserido, bem como a refletir e solucionar problemas da realiadade, tais quais vistos no ambiente digital. Nesse sentido, conforme o escritor David Carraher, tal função está associada ao fomento do senso crítico, uma vez que esse se daria por meio da discussão de problemas de maneira racional, sem base em opiniões próprias ou pensamentos comuns. No entanto, é perceptível que o problema tem raízes na infância, já que a escola brasileira, em geral, não cumpre esse papel, de modo em que não se existe um estímulo ao hábito de ler e de pensar individualmente, justamente porque tal ambiente é sistematizado a somente passar o conteúdo presente na grade escolar, mas não apropriado a ensinar ao aluno a ponderar sobre ele.
Ademais, consequentemente, ao aceitar automaticamente como verdade algo, principalmente se encontrado na internet, o indivíduo se permite ser alienado, à proporção que tem seu potencial reflexivo restringido, de maneira a torná-lo preso às inverdades e apenas mais um na massa de manobra, não só no âmbito político, mas também no científico, no informativo e no educativo. Nessa linha, esse comportamento é totalmente danoso ao progresso coletivo e só pode ser solucionado por meio de um aparato educacional, de acodo com os filósofos iluministas Diderot e D’alambert, tal ferramenta mostra-se indispensável no combate a alienação, além de assegurar a liberdade.
Portanto, para a resolução dessa problemática, faz-se mister a ação do Ministério da Educação, por meio de uma parceria com redes sociais e navegadores, no desenvolvimento de mecanismos virtuais de verificação — os quais estarão sempre inseridos no “layout” dos aplicativos ou presentes nas opções na caixa de mensagens e redirecionarão o usuário a uma página que legitime a informação — a fim de além de, possivelmente, autenticar o conteúdo visto pelo internauta, incentivá-lo intuitivamente a estar habituado a sempre refletir sobre o que encontra na “web”. Assim, tornar-se-á possível atingir os reais objetivos da internet, Pós-Revolução, sem implicações na reflexão, fundamental para o ser humano.