A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 23/05/2021

Em meados do século XX, o mundo conheceu a Terceira Revolução Industrial, chamada também de Revolução Técnico-Científica e Informacional - período de destaque a partir dos avanços tecnológicos e informacionais. Nesse viés, mesmo após centenas de anos, a revolução que permitiu o advento de melhorias nos campos da informação, trouxe consigo um obstáculo à evolução humana: a retrição da capacidade de reflexão. Dessarte, é válido destacar que essa realidade deve-se, essencialmente, à negligência estatal e à influência midiática.

Inicialmente, é essencial pontuar que a inércia estatal contribui para a persistência da problemática. Nesse sentido, Zygmunt Bauman - expoente sociólogo do século XX - elaborou o conceito de “Instituição Zumbi”, que evidencia a exponencial degradação da função social exercida pelo Estado que, em tese, seria de prover condições favoráveis ao progresso social. Consoante a isso, o conceito exposto por Bauman mostra-se condizente com a realidade, tendo em vista o papel passivo do Ministério da Educação em ofertar palestras acerca da necessidade de usar os recursos tecnológicos a favor de melhorias intelectuais e construção pessoal, ampliando a capacidade de reflexão da sociedade. À vista disso, nota-se que a ineficiência estatal representa um dos porquês do problema.

Outrossim, a influência midiática proporcionou um terreno fértil para a restrição da capacidade de reflexão. Sobre isso, as mídias, por meio da vasta influência que exercem em seus campos de atuação, têm o poder de manipular e estabelecer o viés político e social condizente com seus interesses, o que acaba limitando o senso crítico e a capacidade de reflexão da população. Paralelo a isso, o exercício de alienação em massa utilizado pelas grandes mídias tem um contexto histórico pertinente, uma vez que tal mecanismo era usado pela Igreja Católica, principalmente durante o século XVI, já que as bíblias eram escritas somente em latim, e cabia aos padres realizar uma tradução, o que facilitava a manipulação das escrituras bíblicas e o comportamento dos fiéis.

Isto posto, é imperiosa a ação de ONGs (Organizações não governamentais) na resolução do impasse. Para tanto, o Instituto Ethos - associação destinada à concepção de uma comunidade sem conflitos - deve pressionar o Poder Executivo, por meio de campanhas nas redes sociais, para que o Ministério da Educação, por intermédio de palestras educacionais para usuários da internet, demonstre a necessidade de romper com o imediatismo de respostas e informações proporcionadas pela internet, instigando a necessidade de pesquisar mais sobre o assunto desejado, tendo em vista a manipulação latente nos veículos de mídia, tendo como finalidade promover uma massificação do tema na coletividade.