A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 23/05/2021

Entre as consequências da Revolução Científica, evidenciou-se uma ampla veiculação de informações, as quais facilitaram o acesso aos diversos tipos de conhecimento para toda a população mundial. No entanto, apesar de seus benefícios, ainda há vários pontos negativos, sobretudo, no que tange a restrição a capacidade de reflexão das pessoas. Com isso, não só a ausência de pensamento crítico, como também a falta do acompanhamento familiar agravam essa situação no Brasil.

A princípio, é válido ressaltar a carência de criticismo dos usufrutuários de tecnologia da internet no país. Sob essa óptica, a falta de um pensamento crítico mediante um meio dotado de notícias falsas é uma difícil realidade enfrentada por todos os usuários de um ciberespaço, gerando diversos prejuízos, visto que a disseminação de “fake news” induzem as pessoas ao erro e contribuem para a desinformação da população. Nesse sentido, é importante citar o caso em que houve uma divulgação de boatos que ajudaram a eleger Donald Trump nos Estado Unidos da América, posto que as consequências de notícias falsas são tão graves que interferiram no posicionamento político das pessoas. Logo, torna-se notório a restrição da capacidade de reflexão dos indivíduos.

Ademais, o artigo 932 do Código Civil deixa claro que os pais têm o dever de vigilância, e quando falham nesse sentido podem responder por negligência. Sob essa égide, deve-se evidenciar a necessidade dos pais em acompanhar seus filhos, em especial, no que tange à internet, uma vez que os meios tecnológicos estão repletos de conteúdos que não são adequados para crianças. Entretanto, a internet não precisa ser vista como um local perigoso, pois tudo depende da forma em que ela é usada, assim, cabe aos adultos guiarem com cautela os jovens ao uso da internet, no intuito de fazer com que as crianças não estejam usando esse âmbito digital em excesso e nem expostas às informações indevidas para a idade delas.

Portanto, é imprescindível que para uma maior conscientização a respeito do problema, urge que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, promova aulas de informática - de forma a utilizar os recursos tecnológicos como, por exemplo, computadores e celulares de maneira consciente - a fim de instigar o pensamento crítico dos jovens. Outrossim, é essencial que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos proporcione palestras para os pais, de modo a auxiliar na forma em que eles acompanham e participam da vida digital do filho. Dessa forma, garantir-se-a uma maior capacidade de reflexão dos cidadãos.