A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 01/06/2021

Ouvir o que nos é dado

Desde a revolução industrial, os seres humanos sempre buscaram por formais mais práticas de desenvolver conhecimento e pesquisa, para assim passa-lo às gerações futuras. Com o advento da internet, o conhecimento se tornou muito mais democrático e dinâmico, bem como a educação e as notícias. Entretanto, como forma de manipular seus usuários e prende-los aos seus sites, grande empresas de tecnologia restringem informações não condizentes com o perfil do navegante, a fim de criar uma bolha com apenas o que é de acordo com seus interesses. Tal prática acaba por privar o utente de informações que possam abrir seu especto e contato com novas opiniões, deixando-o alienado e ignorante à novas perspectivas.

Em primeira análise, o layout usado pela maioria dos sites de relacionamento social tem como finalidade, tornar sua experiência mais agradável, de acordo com suas preferências. Embora esse seja seu intuito, manipular os dados de forma a so ver o que queremos acaba por blindar seus usuários de novas visões e opiniões contrárias, que muitas vezes soa como uma justificativa mais plausível. Segundo Albert Einstein, “Tudo aquilo que o homem ignora, não existe para ele. Por isso o universo de cada um, se resume no tamanho de seu saber.”, para o cientista, nosso conhecimento e habilidade de aprender se resume ao que queremos absorver e ao que nos é exposto durante a vida.

Ademais, com a rápida transmissão de notícias e conteúdos dados nas redes sociais, crianças e jovens são os mais vulneráveis a cair nas armadilhas das bolhas virtuais, moldando, desde cedo, seu senso crítico. Atitudes como essas criam adultos ignorantes, a fim de reverter esse quadro, associações como a Reconecte, dão uma esperança para pais com filhos reféns da internet. Segundo Daniel Celestino de Freitas Pereira, esse programa avalia e melhora todos os ciclos da vida de um jovem, desde o cultural até o social.

Portanto, o excesso de novas tecnologias e layouts que dão ao usuário apenas aquilo que ele quer ver, prejudicam sua visão de mundo e opiniões sobre determinados assuntos. Com o intuito de acabar com tais práticas, o Ministério da Educação, juntamente com o Governo Federal, devem conscientizar as novas gerações sobre o que acreditar na internet, treinando seu senso crítico, além de pressionar as empresas a mudarem seus modos operantes, dando o utente todas as informações necessárias, sejam do seu gosto ou não.