A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 14/06/2021
A Guerra Fria foi uma época de intensa tensão mundial, porém teve seu lado positivo, como exemplo, destaca-se a criação da “internet”. Nesse contexto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística cerca de 70% da população mundial tem o acesso à “internet”. Embora seja inquestionáveis os avanços propiciados, há uma intensa confusão por parte da população sobre a diferença do conhecimento e da informação. Além disso, seu excesso de dados ocasionam no desleixo pelo conhecimento devido à facilidade.
A princípio, é imperativo salientar a diferença entre conhecimento e informação. Nesse sentido, informação é qualquer dado processado pelo indivíduo, já conhecimento refere-se ao aprendizado das informações úteis. Logo, “Não basta ter informação, é preciso saber o que fazer com ela”, Mário Sérgio Cortella. Contudo, a facilidade de encontrar as informações a qualquer hora resulta em uma zona de conforto que prejudica o questionamento de seus fundamentos, o que explica a alta disseminação de “Fake News”.
Em segundo plano, destaca-se o efeito do excesso de informação para o cognitivo. À vista disso, o cérebro humano reage a grande quantidade de dados “apagando” para não sobrecarregar, de acordo com especialistas. Por consequência, o esquecimento de assuntos importantes acarreta no baixo conhecimento que interfere diretamente na construção de um cidadão crítico, sendo facilmente influenciado.
Infere-se, portanto, que a facilidade de informação em conjunto ao raso conhecimento atrapalham o desenvolvimento do senso crítico. Contudo, a criação de eventos municipais organizados pelo Ministério da Educação em conjunto à Prefeitura Municipal, por panfletos reflexivos entregue a Domicilio, de modo a promover a consciência da população sobre o perigo que estão sendo expostos quando usam incorretamente a internet, suscita na resolução dos entraves.