A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 02/08/2021
“Penso, logo existo”, a célebre frase de René Descartes coloca a razão como única forma de existência. Todavia, no ambiente cibernético, essa lógica é abandonada. Embora seja um recurso de conhecimento, o mau uso da internet pode limitar o pensamento reflexivo dos indivíduos. Por efeito da rapidez que os dados chegam nos usuários, esses últimos acostumam-se a sempre buscarem soluções na rede. Isso somado à falta de averiguação de fontes origina uma sociedade desinformada e com baixa habilidade de cogitação.
A priori, o advento da internet, no período da Guerra Fria -1947 a 1991- facilitou o acesso à informação. Bem como, acelerou a chegada de dados até as pessoas. Por consequência, o padrão comportamental dos indivíduos modificou-se, pois esses, muitas vezes, procuram por respostas rápidas. Esse imediatismo impede o aprofundamento em questões, o qual é fundamental para a construção da capacidade reflexiva. Assim, acomodados com essa atitude, os sujeitos pesquisam ideias prontas ao contrário de raciocinar sobre os assuntos.
Outrossim, o “Mito da caverna”, de Platão, narra a visão de homens presos em uma caverna, os quais exergam somente sombras da realidade. Tal como no conto, há possibilidade de ocorrer o mesmo na rede. Em decorrência da não verificação de referências, os seres adquirem um conhecimento inseguro -“sombras do real”-. Dessa forma, a insuficiência de noções confiáveis prejudica o desenvolvimento da reflexão. Por motivo de essa última ser construída através de informações concretas. Do mesmo jeito, a desinformação cresce de forma progressiva.
Dessarte, o uso indevido da internet restringe o pensamento cogitativo dos sujeitos. Portanto, cabem às escolas instruírem os alunos acerca da execução da rede, uma vez que utilizada de maneira adequada, essa é favorável ao aprendizado. Isso deve ser feito por meio de aulas que abordem métodos eficazes de usar o ciberespaço, com intuito de fomentar a capacidade de raciocínio, e estar de acordo com a teoria de Descartes.