A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 30/06/2022

Claramente a internet facilitou a informação, como o intercâmbio rápido e facilitado de publicações acadêmicas, entretanto também facilitou a desinformação, por exemplo, as ‘fake news’(do inglês, notícias falsas). Ou seja, a capacidade de reflexão é um fator preponderante para o conhecimento e completamente dissociado da rede, mas intrínseco a educação.

Em primeira análise, a negligência com educação restringiu a capacidade de reflexão. Isso significa, que os baixos salários de professores, carga de trabalho excessiva, infraestrutura precária de escolas, cortes e desvio de verbas tanto da educação básica, como secundária e superior prejudicam diretamente o desempenho na formação de mentes críticas. Por exemplo, no Brasil, o corte de verbas destinadas a bolsas de pesquisa impede que mestrandos e doutorandos possam continuar com suas pesquisas, ao passo que em instituições renomadas como Harvard, Oxford, Massachutes Institute of Technology, seus pesquisadores são incentivados com remuneração.

Ademais, as vítimas de fake news se atêm ao viés de confirmação. Assim, não questionam, criticam ou duvidam das informações que recebem, pois é algo que não querem que seja contrariado, uma maneira de confirmar crenças ou hipóteses, mesmo que seja mentira.

Portanto, o Ministério da Educação, Governos Federal, Estadual e Municipal devem atuar em conjunto para que a educação se torne algo desejado pelas crianças e jovens. Dessa forma, o investimento de verbas é fundamental para transformar esse cenário desastroso que é a educação no Brasil. A priori, a infraestrutura de escolas e universidades deve ser viabilizada em conjunto com a capacitação e valorização do professor. Então, o pesquisador deve ser visto como figura de autoridade e conhecimento, pois o são. Logo, a sociedade começará a se transformar e aumentar sua capacidade de reflexão, com crianças questionando e ensinando as pessoas ao seu redor e com a ciência vista como algo ordinário e não ficção científica.