A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 08/10/2021
No romance “1984” de George Orwell, os personagens eram influenciados a todo tempo pela teletela. Analogamente à literatura, a internet funciona hoje como uma grande espiã, pois acompanha constantemente seus usuários e, por conseguinte, traz inúmeros impactos à sociedade. Desse modo, convém analisar o porquê de esta ferramenta ter facilitado o acesso à informação, mas também restringido a capacidade de reflexão dos seres humanos.
Primeiramente, Luiz Carlos Pondé - filósofo contemporâneo - tem como teoria que a busca pelo saber não é intrinseca ao ser humano tal qual comer, hidratar-se e respirar. Isso porque tal costume não tem influencia na sobrevivência e manutenção da espécie. Logo, apesar da vastidão de dados existentes nestes dias, a habilidade de refletir está comprometida em alguns indivíduos em virtude do desleixo, situação comum aos usuários das redes.
Além disso, é de senso comum que a economia manipula intensamente o oferecimento de conteúdo. Em razão disso, o utilizador da internet somente tem acesso àquilo que as empresas mais renomadas desejam que seja de conhecimento popular. Lamentavelmente, tal prática financia a perda da capacidade de reflexão e incentiva à padronização das opiniões públicas, cenário clássico da ditadura expressada na obra “1984”.
Para que a rede mundial de computadores possa ser bem utilizada e a capacidade de reflexão reestabelecida, é necessário que as autoridades intervenham. O Governo Federal deve, portanto, impor aumento de impostos às empresas que publicam ideologias comprometedoras e que possam polarizar opiniões. Isso, por meio da criação de uma secretaria que receba denúncias, solicitações de investigações e faça pública a má índole destas associações de imprensa. Assim, o caráter opinativo ditatórial semelhante ao produzido pela teletela em “1984” deixará de existir e o costume de ponderar sobre as informações recebidas será retomado em nossa sociedade.