A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 16/10/2021
A internet foi criada nos Estados Unidos, em 1969, para interligar os laboratórios da região, tendo o nome de arparnet. A partir desse momento, essa ferramenta incorporou novas tecnologias e difundiu-se mundo a fora, contribuindo para haver uma gama de informações e conhecimento. Entretanto, se existe uma bombardeio de notícias por um lado, pelo outro há uma falta de reflexão. Ou seja, por mais que tudo esteja aos olhos dos internautas, não há reflexão perante essas informações. Desta forma, as redes tornaram-se um vendeiro mercado digital, as pessoas apenas consomem as informações, não as interpretando.
Primeiramente, as fake news demostram de forma absoluta esse conceito. Assim, grande parte dos usuários apenas leem as manchetes das notícias - as quais, na maioria as vezes, estão com títulos chamativos e errôneos para gerar o clique- e saem espalhando como se aquilo que está escrito fosse verdade. Desta forma, muitos internautas não abrem a reportagem e leem, por isso, o conhecimento acaba tornando-se superficial, pois um “lide” não consegue traduzir e expressar o conteúdo de todo um texto. Deste modo, esse tipo de conhecimento fluido, encaixa-se com a teoria da pós verdade, do filosofo Zygmunt Bauman, o qual falava que o mundo atual é marcado por relações líquidas, ou seja, há a perda de nexo ou vínculo com o factual, porém isso não quer dizer que pós-verdade é uma simples mentira, mas sim uma escolha individual dentre várias informações daquela que mais aprouver ao indivíduo, segundo seu universo.
Vale ressaltar, também, a forma que a internet comporta-se nas salas de aula. Uma coisa é fato, as pesquisas acadêmicas dos alunos tornaram-se muito mais rápidas e fáceis com essa ferramenta, se ante eles precisavam ler mais de 200 páginas de um livro para encontrar uma informação, agora digitando o que precisam no “google” a resposta vem de forma imediata. Entretanto, esse tipo de comportamento acabou criando alunos leitores e não interpretadores. Isto é, não absorvem e aprendem a matéria, mas sim apenas copiam de um site para o caderno. Logo, o aumento do conhecimento é “maquiado”, não sabe-se até que ponto os estudantes realmente estão aprendendo.
Por fim, muito além de ser uma ferramenta de pesquisa, a internet precisa colaborar de maneira efetiva para a reflexão. Deste modo, cabe as escolas a criação de um projeto de intepretação, utilizando as redes como ferramenta, fazendo com que os alunos criem histórias, interpretem dados de gráficos e de notícias, transcrevendo para seus cadernos e depois debatendo sobre aquele tema. Assim, os estudantes entenderão a importância da interpretação e conseguirão diferenciar a verdade das fake news, o que fará com que a web assuma um poder educacional mais eficiente e não falsificador.