A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 26/04/2022
Em tese, é indiscutível que a internet é um meio facilitador, e gradativamente tornou-se essencial, o que consequentemente influencia de maneira muito significativa os indivíduos de todas as faixas etárias. Assim, a abundância de informação e elementos persuasivos no geral interfere no modo de vida social, e principalmente no caráter reflexivo dos usuários, os quais estão sujeitos à um leque de julgamentos e atributos que dificultam o pensamento individual.
Historicamente, é possível observar que a evolução tecnológica é o principal fator para a “dependência” de tal ferramenta, e, com o advento do isolamento social, os veículos de acesso foram a solução para a distância. Dessa forma, a capacidade de atender maiores públicos, a facilidade de comunicação, compra e venda, o entretenimento e o interesse coletivo pelas redes são alguns dos motivos pelos quais a internet está cada vez mais presente, e pode ser até perigosa.
Como consequência, a velocidade em que todos os procedimentos são realizados torna tudo imediato, o que concebe uma geração mais “efêmera” nas relações interpessoais, como observado no livro Modernidade Líquida, de Zygmunt Bauman, o qual diz que a produção e até mesmo os sentimentos tornaram-se frágeis e passageiros. Desse modo, tal teoria pode ser facilmente relacionada à influência das mídias na individualidade do ser humano, as quais restringem, paulatinamente, a capacidade de se questionar e refletir, pois tudo é instantâneo.
Em síntese, é notável que abolir a internet não é o caminho, entretanto, é preciso que haja consciência daquilo que se compartilha e se consome. Destarte, é importante que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações proporcione uma maior fiscalização do conteúdo digital, por meio de um algoritmo que filtre corretamente o consumo de dados, além do Ministério da Educação que poderia estabelecer novas formas didáticas a favor do uso consciente da internet, inserindo um contexto criativo que estimule a criança a pensar ao lado das redes, e não que as redes pensem por elas.