A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 29/04/2022

Com a chegada da Revolução Industrial, o acesso às informações tornou-se algo extremamente rápido e prático. No entanto, é inegável que desde os primórdios da sociedade até os dias atuais uma evolução imensa desenrolou-se e a internet se enquadra dentre as tecnologias já criadas. Visto que é o principal meio de telecomunicação em âmbito mundial. Porém, a agilidade com que os dados são circulados entre os indivíduos faz com que eles diminuam sua capacidade de reflexão, problema bastante presente no cotidiano da população brasileira.

Em primeira instância, é de suma importância destacar que o protótipo comportamental da sociedade mudou nos últimos anos. Visto que os avanços tecnológicos e as diversas inovações na área da tecnologia aligeiraram as buscas por pesquisas de determinado assunto e o modo de viver, uma vez que grande parcela das necessidades são alcançadas com apenas um clique, como por exemplo, pedir comida por um aplicativo.

Ademais, a agilidade e abundância do trânsito de informações vem ocasionando uma ansiedade crônica na sociedade, a qual ganha dificuldade em realizar o uso consciente da tecnologia. Na Grécia da Antiguidade Clássica, a valorização do ócio era um dos pilares da manutenção da vida ativa, da prática política e das discussões nas ágoras, ato que obteve extremo apoio do filósofo Aristóteles, o qual jugava esse período diário como peça fundamental para a reflexão social e individual. À vista disso, percebe-se o uso exagerado dos aparelhos eletrônicos como algo maléfico para o desenvolvimento do raciocínio crítico, uma vez que defrauda grande parcela do cotidiano destinada às atividades reflexivas.

É de extrema importância, portanto, atenuar a diminuição da reflexão causada pelo uso da internet. Portanto, é favorável à intervenção de sociólogos que venham a esclarecer sobre essa questão. Além disso, por meio de ONGs governamentais aliado ao poder legislativo é necessário a criação de leis e palestras que venham a impedir a disseminação de fake News. Dessa forma, efetivando essa proposta, garantir-se-á que a facilidade de acesso à informação pela internet, não venha restringir a capacidade da reflexão.