A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 30/05/2022
Em uma olhada rápida ao redor em um espaço público urbano, um cenário comum é o grande números de celulares, enquanto os transeuntes caminham com pressa rumo aos seus destinos. Nessa cena, enquanto os aglomerados entram em estabelecimentos e conseguem um assento ou um encosto, rapidamente sacam seus smartphones ou “devices” e entram no mundo virtual, tendo seus arredores excluídos da prioridade. Desse modo, cabe analisar o que levou a essa necessidade constante de informação digital buscando combater suas consequências.
Inicialmente, é possível observar nas metrópoles brasileiras um retrato esperado por Charles Bombuir no início do século XX, “as máquinas então são criadas pelo homem, ao mesmo tempo, reflito se em algum dia no futuro, o homem será criado pela máquina”, aonde a identidade de uma pessoa é expressada nas redes, e a informação provida pelos celulares tomam lugar do próprio espaço físico, criando o indivíduo num “berço mecânico”. Essa ideia então se relaciona diretamente com as Revoluções Industrais e nos processos de um progresso informacional, unindo então o psicológico e o analógico rapidamente, de forma artificial.
Não apenas isso, como essa imersão virtual constante causa danos mentais significativos, aonde o excesso de informação e dos estímulos causados pela tela azul dos aparelhos danifica a concentração, a saúde neurológica e o sono. Essa questão se torna mais perigosa quando os efeitos de um descanso - como explorado pelo neurocientista Matt Walker em seu livro “Por que dormimos?” - influenciam o corpo inteiro, além da capacidade mental, mas também na imunologia, na cardiologia e na endocrinologia humana, definindo o comportamento e criando assim um ciclo vicioso de maus hábitos e atitudes antissociais, restringindo biologicamente a autoconsciência e assim, a reflexão.
Tendo isso em vista, cabe ao Ministério da Saúde, ao se tratar de uma questão de saúde pública e social como dito acima, implementar métodos de controle de danos. O método anterior deve ser praticado através de pesquisas e artigos visando diminuir a luz azul presente nessas tecnologias, assim como a partir de cartazes e palestras incentivando um estilo de vida equilibrado entre os ambientes real e virtual. Apenas assim será conquistado um mundo progressivo e saudável.